Jogadores da seleção argentina comemoraram a vitória de virada sobre a Inglaterra por 2 a 1, na semifinal da Copa do Mundo 2026, exibindo uma faixa com a inscrição 'As Malvinas são argentinas'. A faixa, retirada das arquibancadas e estendida no gramado, é considerada uma mensagem política e foi proibida pela Fifa para a partida.
O que diz o Código Disciplinar da Fifa
O Código Disciplinar da Fifa, em seu item 17, parágrafo 2, estabelece que associações e clubes são responsáveis pelo 'uso de gestos, palavras, objetos e qualquer outro meio de transmitir uma mensagem inadequada ao ambiente esportivo, particularmente que sejam política, ideológica, religiosa ou de natureza ofensiva'. A entidade pode aplicar medidas disciplinares que variam de um aviso até a retirada de títulos.
A lista de possíveis punições inclui: a) aviso; b) advertência; c) multa ou outras medidas pecuniárias; d) devolução de prêmios; e) retirada de título; f) ordem para cumprir uma obrigação financeira decorrente ou existente no contexto de um processo judicial.
Multas previstas
Para uma primeira infração relacionada à faixa, a multa pode ser de R$ 31 mil em casos leves e R$ 62 mil em casos graves. Os valores aumentam em 100% a cada nova infração do mesmo tipo. Já os problemas durante a execução do hino, como os ocorridos antes da partida, quando argentinos cantaram 'quem não pula é inglês' para abafar o hino inglês, podem gerar multa de R$ 31 mil na primeira ocorrência e R$ 47 mil na segunda, com aumento de 100% a partir da terceira.
Contexto histórico das Malvinas
A faixa faz referência à disputa de soberania sobre as Ilhas Malvinas (Falkland para os britânicos), que levou Argentina e Inglaterra a um conflito armado em 1982. A guerra durou 74 dias, de 2 de abril a 14 de junho, e resultou em 907 mortos: 649 argentinos, 255 britânicos e três civis das ilhas. O arquipélago, controlado pelo Reino Unido desde 1833, permanece sob domínio britânico até hoje.
Próximo desafio da Argentina
A Argentina busca o tetracampeonato mundial no domingo, às 18h (horário de Brasília), no Estádio Nova York/Nova Jersey, contra a Espanha. Os atuais campeões do mundo podem se tornar os primeiros em 64 anos a conquistar um bicampeonato no torneio.



