O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, culpou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pela imposição de uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros, anunciada nesta quarta-feira (16). A medida, parte de uma investigação comercial, gerou reações imediatas no cenário político brasileiro. O pré-candidato do PL, Flávio Bolsonaro, respondeu com duras críticas ao presidente, chamando-o de 'Biden brasileiro' e afirmando que o Brasil está 'num avião sem piloto'.
Rubio responsabiliza Lula por tarifa de 25%
Em declaração oficial, Marco Rubio afirmou que a tarifa de 25% sobre produtos brasileiros é resultado da 'falta de boa-fé' do governo Lula nas negociações comerciais. Segundo Rubio, as tratativas não avançaram devido à postura do governo brasileiro, que não teria demonstrado disposição para chegar a um acordo. A medida, no entanto, poupa itens como carne e café, que continuam com tarifas anteriores.
A decisão dos EUA impacta diversos setores da economia brasileira, especialmente o industrial. A alíquota de 25% atinge produtos como aço, alumínio, químicos e máquinas, que representam uma parcela significativa das exportações brasileiras para o mercado americano. Especialistas estimam que a tarifa pode reduzir as exportações brasileiras em até US$ 5 bilhões por ano.
Flávio Bolsonaro ataca Lula e compara a Biden
Em resposta, Flávio Bolsonaro, pré-candidato do PL à presidência, usou as redes sociais para atacar Lula. 'Lula é o Biden brasileiro: fraco, sem rumo e entreguista. O Brasil está num avião sem piloto, e quem paga o pato é o povo brasileiro', escreveu. Flávio também criticou a política externa do governo, afirmando que a tarifa é 'consequência da incompetência diplomática' do atual governo.
A declaração de Flávio ocorre após sua participação em uma audiência promovida pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos, onde discutiu os impactos da tarifa. O pré-candidato aproveitou para culpar Lula pelo agravamento da relação comercial com os EUA.
Reações no Planalto e expectativas futuras
No Palácio do Planalto, a avaliação é de que a tarifa é temporária e que as negociações devem avançar após as eleições presidenciais de 2026. O governo brasileiro já anunciou que recorrerá à Organização Mundial do Comércio (OMC) para contestar a medida, classificando-a como 'protecionista e injustificada'.
Analistas políticos apontam que a tarifa pode se tornar um tema central na campanha eleitoral, com a oposição usando o episódio para criticar a gestão de Lula. 'A economia é sempre um ponto sensível em eleições, e uma medida como essa pode influenciar o eleitorado', afirma o cientista político Carlos Melo.



