O governo dos Estados Unidos ampliou a lista de produtos isentos da nova tarifa de 25% sobre importações, o que pode limitar o impacto negativo sobre ativos brasileiros. A medida, anunciada pela administração Trump, gerou reações no Brasil, com o governo federal preparando o acionamento da Lei de Reciprocidade Econômica.
Lista de isenções e justificativas
A nova lista inclui diversos itens que são relevantes para a pauta exportadora brasileira, como commodities agrícolas e minerais. As isenções foram justificadas por razões de segurança nacional e abastecimento interno dos EUA. Segundo fontes oficiais, a decisão busca minimizar os efeitos colaterais sobre setores estratégicos da economia americana.
Reação do governo brasileiro
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou: “É triste constatar que o desfecho faz parte do enredo da família Bolsonaro”. Já o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, declarou: “Lula colocou seu próprio ego acima da possibilidade de fechar um acordo”. O governo brasileiro anunciou que vai acionar a Lei de Reciprocidade Econômica, que permite retaliações comerciais proporcionais.
Impactos nos mercados
No mercado financeiro, ações como Light, Totvs, Brava, Axia, B3 e Oncoclínicas estão entre as mais acompanhadas. A Brava anunciou a retomada da oferta de aquisição de controle pela Ecopetrol. A Light comunicou a homologação de aumento de capital e pediu o fim da recuperação judicial. Já a Oncoclínicas informou que recebeu uma oferta da IG4, mas que não há transação acordada.
A Fiesp criticou a postura do governo federal: “Tarifaço se soma ao custo Brasil e poderia ter sido evitado”, disse a entidade em nota.
Outros destaques
No cenário internacional, o número de mortos confirmados em terremotos na Venezuela passa de 4,8 mil. O presidente ucraniano Zelensky demitiu o ministro da Defesa após seis meses no cargo. Trump pediu que Nova York reverta “imediatamente” a suspensão da construção de data centers. A organização Médicos Sem Fronteiras pediu que a resposta ao Ebola seja ampliada, com surto no Congo chegando a 2.000 casos.



