Adicionar IA à marca não convence mais investidores
Adicionar IA à marca não convence investidores

Adicionar a sigla 'IA' (inteligência artificial) ao nome de uma empresa ou à descrição de seus produtos já não garante mais a atenção dos investidores. Um estudo recente revela que o chamado 'hype da IA' perdeu força no mercado financeiro, e companhias que tentam surfar a onda da tecnologia não estão mais sendo recompensadas com valorização nas bolsas.

Estudo mostra mudança de comportamento

Pesquisadores analisaram o desempenho de ações de empresas que incluíram termos relacionados à inteligência artificial em suas marcas ou comunicados ao mercado entre 2022 e 2025. No início do período, essas companhias chegaram a registrar ganhos médios de 15% nos dias seguintes ao anúncio. No entanto, a partir de meados de 2024, o efeito se reverteu: as ações passaram a cair, em média, 2% após a associação com a IA.

Segundo o professor de finanças da Universidade de Nova York, Michael Goldstein, 'os investidores se tornaram mais céticos. Eles perceberam que muitas empresas estavam apenas usando o termo como marketing, sem inovação real por trás'. O estudo acompanhou mais de 300 empresas de capital aberto nos Estados Unidos.

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Exemplos de empresas que tentaram o truque

Empresas de setores como varejo, saúde e até alimentício mudaram nomes de produtos ou criaram divisões com a palavra 'IA'. Em 2023, uma rede de fast-food anunciou um sistema de pedidos com IA e viu suas ações subirem 8% em uma semana. Já em 2025, uma empresa similar fez o mesmo anúncio e as ações caíram 3% no mesmo período.

O analista de tecnologia da consultoria Gartner, John Smith, afirmou: 'O mercado aprendeu a separar o joio do trigo. Agora, é preciso mostrar resultados concretos, não apenas promessas'. A tendência indica que o foco dos investidores migrou para métricas como receita gerada por IA e redução de custos operacionais.

Impacto no Brasil

No Brasil, o fenômeno também é observado. Empresas listadas na B3 que anunciaram iniciativas de IA em 2025 tiveram reação mista. Apenas aquelas com cases comprovados de aumento de produtividade ou novos produtos baseados em IA conseguiram atrair capital. 'O hype acabou. Agora é hora de execução', disse a analista de investimentos da XP, Carla Mendes.

O estudo conclui que a maturidade do mercado em relação à IA é positiva, pois força as empresas a inovarem de fato, em vez de apenas usarem o termo como isca para investidores.

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