O ouro encerrou em alta nesta quarta-feira, 1º de julho, com o mercado tentando recalibrar as expectativas para a política monetária dos Estados Unidos diante de declarações do presidente do Federal Reserve (Fed), Kevin Warsh, além de dados de emprego do país.
Desempenho dos metais preciosos
Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para agosto encerrou em alta de 1,10%, a US$ 4.082,4 por onça-troy, enquanto a prata para setembro avançou 0,98%, a US$ 60,511 por onça-troy.
O metal voltou a recuar ao patamar de US$ 3.900 durante a sessão. Para o Saxo Bank, o mercado ainda não “atraiu interesse de compra suficiente para estabelecer esse nível como suporte”. Para o banco, a movimentação recente acontece à medida que os investidores continuam a precificar um aperto monetário “em resposta a um aumento da inflação, apesar da recente queda nos preços da energia”.
Recuperação e declarações de Warsh
No entanto, o metal se recuperou e voltou ao nível de US$ 4 mil, em meio a declarações do presidente do Fed, Kevin Warsh. O líder afirmou que os riscos e as expectativas de inflação diminuíram nas últimas semanas, além de destacar a estabilidade no mercado de trabalho. A declaração foi feita no Fórum do Banco Central Europeu (BCE) em Portugal.
Mais cedo, levantamento ADP mostrou a criação de 98 mil empregos no setor privado em junho nos EUA, um número acima do esperado, mas inferior ao dado de maio. Na quinta é a vez da publicação do relatório do payroll.
Perspectivas e posicionamento do mercado
Para a UBS, o ouro continua enfrentando dificuldades no curto prazo devido às expectativas de aumentos nas taxas de juros do Fed, juros reais mais altos e um dólar mais forte. Contudo, o posicionamento do mercado está “muito enxuto”, segundo o banco, avaliando que novas quedas devem ser limitadas. “Esperamos que a área psicológica de US$ 4.000 receba suporte de investidores de longo prazo que buscam reestruturar suas posições em níveis mais favoráveis e de compradores físicos”.
Cenário geopolítico
No cenário geopolítico, representantes americanos e iranianos estão em Doha, no Catar, mas ainda não se encontraram e realizam as negociações por meio de mediadores, segundo a imprensa da região. Os países teriam chegado a um acordo preliminar para a liberação de verbas ao Irã.



