A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) denunciou, nesta quarta-feira (1º), ter recebido ameaças de morte contra a própria filha, além de uma série de ofensas e notícias falsas nas redes sociais. A declaração foi feita durante reunião da Comissão de Direitos Humanos (CDH) do Senado, onde a parlamentar atribuiu os ataques ao avanço das mulheres na política.
Ameaças e silêncio dos colegas
“Disseram que vão matar minha filha. Isso é inaceitável”, afirmou Damares, visivelmente abalada. A senadora também criticou o silêncio de políticos homens diante dos episódios de violência política de gênero. “Homens políticos se calam quando uma mulher é atacada. Precisamos de medidas institucionais para coibir esses crimes”, completou.
Contexto de violência política de gênero
Damares relacionou os ataques ao crescimento da participação feminina na política, fenômeno que, segundo ela, gera reações agressivas de setores conservadores. A senadora defendeu a presença de mulheres nos espaços de poder e mencionou apoio à ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, que também teria sido alvo de ofensas recentemente.
Necessidade de medidas institucionais
Durante a reunião, Damares cobrou ações concretas do Senado e dos órgãos de segurança para proteger mulheres políticas. “Não podemos normalizar ameaças de morte. A violência política de gênero é um ataque à democracia”, enfatizou. A senadora pediu ainda que a CDH investigue os casos e proponha mecanismos de proteção.
A parlamentar não apresentou provas das ameaças, mas afirmou que registrará boletim de ocorrência. O caso reacende o debate sobre a segurança de mulheres na política, tema que tem ganhado destaque no Congresso Nacional.



