Eleições 2026: Lula e Flávio Bolsonaro em empate técnico no 1º semestre
Eleições 2026: Lula e Flávio em empate técnico

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) alternaram leve vantagem nas pesquisas Genial/Quaest, AtlasIntel e Datafolha durante o primeiro semestre de 2026. O cenário de empate técnico dominou a pré-campanha, com o áudio do caso “Dark Horse” marcando um ponto de inflexão na corrida eleitoral.

Crescimento acelerado de Flávio Bolsonaro

Nos primeiros meses do ano, Flávio Bolsonaro registrou crescimento acelerado nas intenções de voto. Em janeiro, segundo a Genial/Quaest, Lula venceria um segundo turno por 45% a 38%. Em março, os dois estavam em empate numérico: 41% cada. Em abril, Flávio já detinha vantagem numérica de 42% a 40%. O Datafolha mostrou tendência similar: em dezembro de 2025, Lula liderava por 51% a 36%; em março de 2026, a vantagem caiu para 46% a 43%, empate técnico. A AtlasIntel registrou empate em fevereiro, com 46,3% para ambos.

Para especialistas, o crescimento de Flávio foi impulsionado pela rápida adesão do eleitor bolsonarista e pela avaliação ruim do governo Lula. Segundo Aldo Fornazieri, professor da Fespsp, a desaprovação à gestão federal variou de 49% para 52% entre janeiro e abril, deixando Lula na defensiva.

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Caso “Dark Horse” como ponto de virada

Em maio, o site Intercept Brasil divulgou um áudio em que Flávio Bolsonaro pede dinheiro a Daniel Vorcaro para o filme “Dark Horse”. A pesquisa Genial/Quaest de maio, publicada antes do áudio, já mostrava sinais de melhora de Lula, impulsionada pelo “pacote de bondades” do governo, como o Desenrola 2.0 e a isenção do IR para quem ganha até R$ 5 mil. Em junho, a AtlasIntel apontou queda de seis pontos porcentuais de Flávio, afastando-o de Lula.

Segundo Leandro Consentino, cientista político do Insper, o áudio “nivelou por baixo” a candidatura de Flávio, demovendo eleitores que o viam como alternativa à corrupção. Entre eleitores independentes, a intenção de voto em Flávio caiu de 31% para 24%, enquanto Lula subiu de 29% para 37%, segundo a Genial/Quaest.

Disputa segue indefinida

Apesar do impacto do “Dark Horse”, os analistas ponderam que os índices continuam próximos. Para Beto Vasques, professor da Fespsp, a disputa ponto a ponto torna a campanha suscetível à “agenda factual”. Consentino destaca que o eleitorado independente, campo de batalha decisivo, ainda não cristalizou preferência. “Ninguém cristalizou uma vantagem enorme. Parecemos caminhar para uma eleição decidida pelos moderados”, afirmou.

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