Briga entre Flávio e Michelle: Bolsonaro é culpado
Bolsonaro culpado por briga entre Flávio e Michelle

A briga entre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro ganhou novos contornos nos bastidores da política. Aliados próximos da família apontam o ex-presidente Jair Bolsonaro como o principal culpado pelo racha, que se intensificou nos últimos meses.

Origens do conflito

Segundo relatos de pessoas que acompanham o dia a dia da família Bolsonaro, a discórdia começou quando Flávio passou a questionar a influência de Michelle nas decisões políticas do pai. A ex-primeira-dama, por sua vez, teria se sentido desprestigiada com a postura do enteado, que tentava centralizar o acesso a Bolsonaro.

O ápice da crise ocorreu durante uma reunião familiar em Brasília, quando Flávio e Michelle trocaram acusações sobre a condução da agenda política do ex-presidente. Testemunhas afirmam que Bolsonaro permaneceu em silêncio durante a discussão, o que teria agravado a situação.

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram

Bolsonaro como mediador ausente

Aliados do clã Bolsonaro afirmam que o ex-presidente falhou ao não intermediar o conflito entre o filho e a esposa. “Ele sempre evitou confrontos diretos, mas isso gerou um acúmulo de tensão que agora explodiu”, disse um assessor próximo, que pediu anonimato. A ausência de uma mediação efetiva teria feito com que ambos os lados se sentissem desamparados.

Outro fator apontado como agravante é a disputa por protagonismo político. Michelle, que tem se destacado em eventos conservadores, busca consolidar sua própria base eleitoral, enquanto Flávio tenta manter a hegemonia da família no cenário nacional. Especialistas em política familiar destacam que esse tipo de conflito é comum em dinastias políticas, mas a falta de diálogo pode ter consequências eleitorais.

Impacto no projeto político

O racha entre Flávio e Michelle preocupa aliados de Bolsonaro, que temem uma fragmentação do eleitorado conservador. Pesquisas internas do PL indicam que a briga familiar pode reduzir a intenção de voto em candidatos apoiados pelo ex-presidente. “A imagem de unidade sempre foi um trunfo. Qualquer racha exposto pode custar caro nas urnas”, avaliou um estrategista do partido.

Até o momento, nem Flávio nem Michelle se pronunciaram oficialmente sobre o assunto. A assessoria de Bolsonaro informou que o ex-presidente não comentará questões familiares. A expectativa é que o próprio Bolsonaro convoque uma reunião para tentar apaziguar os ânimos, mas ainda não há data definida.

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar