Filha de 7 anos de soldada morta depõe contra ex-padrasto acusado de homicídio
Filha de soldada morta depõe contra ex-marido acusado de homicídio

A filha de 7 anos da soldado da Polícia Militar Gisele Alves Santana, encontrada morta em fevereiro em São Paulo, aceitou depor à Justiça em audiência realizada nesta quarta-feira (1º). A menina, acompanhada do pai biológico, prestou depoimento após passar por psicoeducação jurídica, procedimento que prepara crianças para o ambiente forense. O caso envolve o ex-marido de Gisele, o tenente-coronel aposentado Geraldo Leite Rosa Neto, acusado de homicídio qualificado e fraude processual.

Depoimento da criança e próximos passos

A audiência faz parte das investigações sobre a morte de Gisele, ocorrida em 18 de fevereiro. A defesa de Geraldo Neto alega que a soldado cometeu suicídio, mas a polícia e o Ministério Público apontam indícios de homicídio. O tenente-coronel será ouvido na próxima sexta-feira (3), em depoimento que pode ser crucial para o andamento do caso, que pode ser levado a júri popular.

Segundo fontes judiciais, a criança foi ouvida em sala especial, com acompanhamento psicológico, e seu depoimento foi considerado fundamental para esclarecer as circunstâncias da morte da mãe. O pai biológico, que não teve o nome divulgado, acompanhou a menina durante todo o procedimento.

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Acusações e defesa

Geraldo Leite Rosa Neto é acusado de homicídio qualificado (por motivo fútil e recurso que dificultou a defesa da vítima) e fraude processual, por supostamente ter alterado a cena do crime. A defesa do tenente-coronel afirma que ele é inocente e que a morte foi um suicídio. O advogado de Geraldo Neto declarou: “Nosso cliente está tranquilo e confiante de que a verdade será apurada. Ele nega todas as acusações.”

A soldado Gisele Alves Santana, de 32 anos, estava na PM há 10 anos e era lotada no 19º Batalhão da Polícia Militar, na zona norte de São Paulo. Ela foi encontrada morta dentro de casa, com um tiro na cabeça. O caso ganhou repercussão nacional e gerou comoção entre colegas de farda e familiares.

Próximas audiências e possível júri popular

O juiz responsável pelo caso determinou a realização de novas diligências e marcou o depoimento do acusado para sexta-feira. Caso a denúncia seja aceita, Geraldo Neto poderá ser julgado pelo Tribunal do Júri. A Justiça também aguarda laudos periciais complementares para concluir as investigações.

A filha da vítima, que agora está sob guarda do pai biológico, recebeu acompanhamento psicológico antes e depois do depoimento. Especialistas apontam que a participação de crianças em processos judiciais deve ser cuidadosamente manejada para evitar traumas.

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