Os contratos de mini-índice WINQ26, com vencimento em agosto, encerraram a última sessão (16/07) com baixa de 1,56%, aos 175.255 pontos, ampliando o movimento corretivo e voltando a negociar abaixo das médias de curto prazo. No cenário externo, os mercados foram pressionados pelo aumento da aversão ao risco após o anúncio de novas tarifas comerciais dos Estados Unidos e pela continuidade das tensões no Oriente Médio. As bolsas de Nova York recuaram, com destaque para as perdas no setor de semicondutores, enquanto o petróleo fechou em queda em meio à volatilidade provocada pelos desdobramentos geopolíticos e pelos dados da economia americana.
Ibovespa recua com Vale e Itaú; tarifaço dos EUA pesa
No Brasil, o Ibovespa acompanhou o ambiente de maior cautela e recuou, pressionado principalmente por ações de grande peso, como Vale (VALE3) e Itaú Unibanco (ITUB4), além da repercussão do tarifaço de 25% imposto pelos EUA sobre produtos brasileiros. Para os traders de mini-índice, o foco permanece no cenário externo, na evolução das tensões comerciais entre Brasil e Estados Unidos e no comportamento das bolsas internacionais, fatores que tendem a seguir ditando o ritmo e a volatilidade do índice futuro.
Análise do gráfico de 15 minutos
No gráfico de 15 minutos, observo que o mini-índice retomou o fluxo vendedor e encerrou a sessão abaixo das médias móveis de 9 e 21 períodos, sinalizando enfraquecimento da recuperação observada anteriormente. Para que o movimento de baixa continue, considero importante o rompimento da faixa de 175.100/174.765 pontos. Se esse suporte for perdido, o índice poderá acelerar as quedas em direção a 174.360/174.115 pontos, com alvo mais amplo na região de 173.730/173.110 pontos.
Por outro lado, uma reação compradora dependerá da superação da resistência em 175.530/176.155 pontos. Caso essa faixa seja rompida com aumento de volume, vejo potencial para avanço até 176.870/177.730 pontos, tendo como objetivo mais longo 178.080/178.660 pontos.
Gráfico diário: recuperação enfraquecida
No gráfico diário, a queda da última sessão enfraquece a tentativa de recuperação iniciada anteriormente. O índice voltou a negociar entre as médias móveis de 9 e 21 períodos, e a perda dessa região poderá reforçar o movimento corretivo. Para que a recuperação seja retomada, sigo acompanhando o rompimento da região das médias e da resistência em 180.760/183.925 pontos, o que abriria espaço para uma movimentação em direção a 187.735/191.980 pontos.
No cenário oposto, uma perda da faixa de 175.100/174.450 pontos poderá intensificar a pressão vendedora, projetando o índice para 172.000/170.210 pontos. O IFR (14) está em 47,19 pontos, em região neutra.
Gráfico de 60 minutos: deterioração técnica
No gráfico de 60 minutos, o mini-índice também apresentou deterioração técnica ao encerrar a sessão abaixo das médias móveis de 9 e 21 períodos, reforçando o viés corretivo de curto prazo. Para que o fluxo vendedor ganhe intensidade, acompanho a perda do suporte em 175.100/174.115 pontos. Caso esse nível seja rompido, o índice poderá buscar 172.430/172.000 pontos, com alvo mais longo na região de 171.400/170.210 pontos.
Já para retomar o movimento comprador, será necessário superar a resistência em 175.845/176.870 pontos. Um rompimento consistente dessa faixa poderá recolocar o índice em trajetória de alta, com objetivos em 178.765/179.220 pontos e, posteriormente, 180.670/181.515 pontos.
Rodrigo Paz é analista técnico CNPI-T.



