Na newsletter "Jogo Político", o jornalista Thiago Prado analisa a mudança de estratégia nas campanhas de Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo) em relação aos ataques ao senador Flávio Bolsonaro (PL). Ambos os pré-candidatos à Presidência foram influenciados por novos estrategistas digitais, que alteraram o tom das críticas ao filho do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Caiado intensifica críticas com novo estrategista
No caso de Caiado, a chegada do estrategista digital Marcos Carvalho elevou o tom dos ataques a Flávio Bolsonaro. Carvalho, que trabalhou anteriormente com o próprio senador, passou a adotar uma postura mais agressiva nas redes sociais, mirando diretamente o parlamentar. A mudança gerou desconforto dentro da campanha do PSD, com aliados temendo que a estratégia possa afastar eleitores bolsonaristas.
Zema adota tom mais moderado
Já na campanha de Romeu Zema, o novo estrategista Sérgio Lima optou por uma abordagem mais pacífica, reduzindo as críticas a Flávio Bolsonaro. Lima, que também tem experiência em campanhas digitais, busca evitar confrontos diretos e focar em propostas. A decisão, no entanto, gerou divergências internas, com parte da equipe defendendo uma postura mais incisiva contra o senador.
Documentário sobre greve da seleção francesa é recomendado
Na seção "Recomendo", Thiago Prado sugere o documentário "A greve da seleção da França", que aborda a polêmica participação do time francês na Copa do Mundo de 2010, quando os jogadores se recusaram a treinar em protesto contra a exclusão de Nicolas Anelka. O filme é descrito como uma análise profunda dos bastidores do futebol e das relações de poder dentro da equipe.
As mudanças estratégicas refletem a busca de Caiado e Zema por se posicionarem no cenário eleitoral, equilibrando críticas a Flávio Bolsonaro sem perder o apoio de eleitores conservadores. Enquanto Caiado aposta em um discurso mais duro, Zema prefere a moderação, em uma tentativa de ampliar sua base de apoio.



