China quer liderar nova ordem global da IA, diz Xi Jinping
China quer liderar nova ordem global da IA, diz Xi

O presidente chinês, Xi Jinping, declarou nesta quinta-feira que a China pretende assumir um papel de liderança na definição de uma nova ordem global para a inteligência artificial (IA). Durante um discurso em Pequim, Xi afirmou que o país buscará promover uma governança internacional da IA que seja inclusiva, segura e benéfica para toda a humanidade.

China propõe governança colaborativa da IA

Xi Jinping destacou que a China está comprometida em trabalhar com outras nações para estabelecer padrões e regras para o desenvolvimento ético da IA. "A China quer liderar a nova ordem global da inteligência artificial, garantindo que a tecnologia sirva ao bem comum e não seja usada para criar divisões ou ameaças à segurança", disse o presidente.

O discurso ocorre em um momento em que a China já é um dos principais players globais em IA, com investimentos massivos em pesquisa e desenvolvimento. Segundo dados do governo chinês, o país registrou um crescimento de 15% no setor de IA em 2025, com o mercado avaliado em cerca de US$ 50 bilhões.

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Cooperação internacional e regulação

Xi enfatizou a necessidade de uma abordagem multilateral para a regulação da IA, mencionando a importância de fóruns como as Nações Unidas. "A China está disposta a compartilhar suas experiências e tecnologias com outros países em desenvolvimento, para que todos possam se beneficiar dos avanços da IA", acrescentou.

A declaração de Xi ocorre em meio a tensões geopolíticas com os Estados Unidos, que também buscam liderar a governança global da IA. Especialistas apontam que a competição entre as duas potências pode moldar o futuro da tecnologia. "A China está claramente tentando estabelecer sua própria visão para a IA, que difere da abordagem ocidental em termos de controle estatal e vigilância", analisa o pesquisador Li Wei, do Instituto de Estudos Estratégicos de Pequim.

Impacto na economia e segurança

A liderança chinesa na IA também tem implicações econômicas. O país planeja integrar a IA em setores como saúde, transporte e manufatura, com o objetivo de impulsionar o PIB em 1,5% ao ano até 2030. No entanto, preocupações com privacidade e segurança cibernética persistem, especialmente após relatos de uso de IA para vigilância em massa.

Xi concluiu seu discurso reafirmando o compromisso da China com uma "comunidade de futuro compartilhado" na era digital. "A inteligência artificial não deve ser uma ferramenta de dominação, mas sim um meio para alcançar o desenvolvimento sustentável e a paz mundial", finalizou.

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