O Ibovespa chegou a saltar 1,5% nesta terça-feira, atingindo a marca histórica de 180 mil pontos, mas amenizou os ganhos com a queda do petróleo. O movimento reflete a cautela dos investidores diante do cenário macroeconômico e das expectativas para a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom).
Impacto da queda do petróleo no mercado
A intensificação das perdas do petróleo pressionou as ações de Petrobras, Brava e PRIO, que caíram forte. O petróleo Brent virou e passou a cair 3% após fala do secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, sobre um possível acordo. A commodity opera nas mínimas desde 2025, o que levanta questionamentos sobre a recuperação do setor.
Segundo analistas, a retração mais forte na indústria em junho pode contribuir para calibrar os juros. Isso porque uma atividade mais fraca reduz a pressão inflacionária, dando margem para o Copom considerar cortes na Selic. A ata da última reunião e os dados econômicos serão cruciais para definir o rumo da política monetária.
Small caps e oportunidades
À espera do Copom, analistas indicam as melhores small caps para agosto. Entre elas, destacam-se empresas com fundamentos sólidos e potencial de valorização. A ação da Pague Menos subiu mais de 6% após a margem Ebitda recorde, mostrando que o varejo farmacêutico pode ser uma boa aposta.
No setor de educação, Goldman Sachs cortou a recomendação da Ânima para venda e revisou projeções para empresas do setor. Já a Cogna aprovou a incorporação da Vasta pela Somos, em movimento de reestruturação. A Tegma registrou lucro líquido de R$ 83 milhões no 2º tri, alta anual de 20%.
Destaques corporativos
Na noite anterior, a Whirlpool, dona da Brastemp, teve queda nas vendas no 2º tri e reduziu a projeção de lucro. A McDonald's superou as expectativas de lucro, mas a receita ficou aquém do esperado. A Valid comprou a plataforma de pagamentos e tokenização HST, enquanto a IMC vendeu subsidiária de refeições para companhias aéreas por R$ 20 milhões.
No setor de seguros, a MAG Investimentos chegou a R$ 25 bilhões sob gestão com nova estratégia de crédito. O seguro de vida avança fora do eixo Rio-SP, impulsionando a expansão da MAG. A classe C lidera o seguro automóvel, mas 71% dos carros ainda não têm cobertura.
Perspectivas para o Copom
Com a queda do petróleo e a desaceleração industrial, o mercado espera que o Copom sinalize cortes na Selic. A decisão será anunciada na próxima semana, e os investidores estarão atentos ao comunicado. Uma postura mais dovish pode impulsionar a bolsa e reduzir os juros futuros.
No cenário internacional, o petróleo Brent caiu 3% após fala de Bessent sobre acordo, o que pode aliviar a pressão inflacionária global. No entanto, a guerra na Ucrânia e as sanções ao Irã ainda geram incertezas. Os EUA usaram 'praticamente todos' os mísseis de longo alcance contra o Irã, segundo fontes, e o país pede controle das entradas no Estreito de Ormuz.
Recomendações para investidores
Analistas recomendam cautela com ações ligadas a commodities, mas veem oportunidades em small caps com bons fundamentos. A XP avançou para 4º lugar em ranking das melhores casas de research do Brasil, indicando qualidade na análise. Para quem busca renda fixa, as taxas de CDBs, LCIs e LCAs estão atrativas, com destaque para os títulos isentos.
Petrobras, Itaú e Weg pagam dividendos em agosto, e a agenda completa pode ser conferida. Fundos imobiliários despencaram até 40% após redução nos dividendos, mas o GARE11 comprou galpão locado ao Carrefour por R$ 119,8 milhões, mostrando movimento de consolidação.



