O Ibovespa chegou a saltar 1,5% e bater o nível histórico de 180 mil pontos nesta terça-feira (4), mas amenizou os ganhos com a intensificação das perdas do petróleo no exterior. O movimento reflete a cautela dos investidores diante da queda das commodities e das declarações do secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, sobre um possível acordo envolvendo o petróleo.
Petróleo pressiona e derruba ações de petroleiras
As ações da Petrobras, Brava e PRIO caíram forte com a intensificação das perdas do petróleo. O Brent, referência internacional, virou e passou a cair 3% após a fala de Bessent sobre um acordo. A commodity, que vinha operando em alta, inverteu o sinal e pressionou os papéis do setor.
A Vale, por sua vez, subiu na B3 mesmo com o minério de ferro operando nas mínimas desde 2025. A commodity segue fraca, mas os investidores parecem apostar em uma recuperação futura. A pergunta que fica é: a commodity vai se recuperar? Analistas apontam que a demanda chinesa ainda é incerta.
Mercado de olho no Copom e em balanços
À espera da decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) e de uma série de balanços, os analistas indicam as melhores small caps para agosto. Entre os destaques, o Bradesco (BBDC4) avança antes da divulgação de seus resultados, com suportes e resistências bem definidos.
O Itaú, após balanços considerados “estrelados”, deve manter o ritmo no segundo trimestre, segundo projeções. Já a Marcopolo desabou mais de 10% após possíveis quedas de margens e lucro, preocupando o mercado.
EUA e Irã em momento decisivo
No cenário internacional, os EUA e o Irã estão em um momento decisivo, com três fatores que podem levar a uma rota de resolução. Os EUA veem avanços nas negociações sobre o Estreito de Ormuz e esperam chegar a um acordo. O Irã, por sua vez, afirma que não quer expandir a guerra, mas vai defender sua integridade territorial.
Fontes indicam que os EUA usaram “praticamente todos” os mísseis de longo alcance contra o Irã, o que pode influenciar as negociações. A pesquisa mostra que democratas nos EUA veem saúde e tributação de ricos como temas “essenciais”.
Política e economia no Brasil
Na política, o senador Flávio Bolsonaro assume preferência por Daniella Marques, mas deixa a decisão para 15 de agosto. O governador de Minas Gerais, Romeu Zema, diz que o vice será definido até quarta e deve ser alguém do Novo. Em entrevista, Zema defendeu a privatização de todas as empresas estatais e criticou o STF, afirmando que há “pelo menos três frutas podres” na corte.
O ministro da Defesa, José Múcio, afirmou que se os EUA invadirem o Brasil, “a gente terá que abrir o portão”. Já o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, disse que “Lula de novo na Presidência será um Dilma 2 piorado”.
Empresas e negócios
No mundo corporativo, a Saudi Aramco teve lucro 33% maior no segundo trimestre com preços mais altos do petróleo. A Tesla viu as vendas de carros na China aumentarem por nove meses consecutivos. A Valid (VLID3) comprou a plataforma de pagamentos e tokenização HSTM. A Goldman Sachs cortou a recomendação da Ânima para venda e revisou projeções para empresas de educação.
A Eve, por sua vez, reduziu o prejuízo em 47,1% no segundo trimestre, para US$ 34,2 milhões. A Pague Menos viu sua ação subir mais de 6% após margem Ebitda recorde. A BB Seguridade apresentou resultados em linha, mas analistas alertam para desafios futuros.
Mercados e investimentos
No mercado de renda fixa, a XP divulgou as taxas de CDBs, LCIs e LCAs desta terça-feira. Os FIIs despencaram até 40% após redução nos dividendos, e o GARE11 comprou um galpão locado ao Carrefour por R$ 119,8 milhões. A MAG Investimentos chegou a R$ 25 bilhões sob gestão com nova estratégia de crédito.
No setor de seguros, o seguro de vida avança fora do eixo Rio-São Paulo e impulsiona a expansão da MAG. A classe C lidera o seguro automóvel, mas 71% dos carros ainda não têm cobertura.



