Ibovespa futuro sobe com tarifa dos EUA e mercado de olho em tecnologia
Ibovespa futuro sobe com tarifa dos EUA e mercado tech

O Ibovespa futuro opera em ligeira alta nos primeiros negócios desta quinta-feira (16), com investidores repercutindo o anúncio dos Estados Unidos de nova tarifa de 25% sobre produtos do Brasil. Às 9h10 (horário de Brasília), o contrato com vencimento em agosto subia 0,11%, aos 177.985 pontos.

Nova tarifa dos EUA e isenções

De acordo com o anúncio dos EUA, a nova tarifa de 25% entra em vigor a partir de 22 de julho, informou o Escritório do Representante de Comércio norte-americano, marcando a primeira medida no âmbito da nova estratégia tarifária do governo Trump, que poderá vir a afetar dezenas de países. Produtos como carne bovina, café, terras raras, produtos energéticos, aeronaves e peças de aeronaves estariam isentos da nova tarifa.

Mercado externo e ataques ao Irã

No exterior, o foco recai sobre o setor de tecnologia, enquanto investidores lidavam ainda com novos ataques dos Estados Unidos contra o Irã. Dados dos EUA a serem divulgados nesta quinta também devem receber atenção depois que dados benignos de inflação levaram os investidores a reduzir a precificação de uma alta dos juros nos Estados Unidos neste mês para apenas 10%. Nas últimas semanas, essa probabilidade havia chegado a 43%. Em Wall Street, o Dow Jones Futuro subia 0,18%, S&P Futuro recuava 0,21% e Nasdaq Futuro tinha desvalorização de 0,80%.

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Dólar, exterior e commodities

O dólar futuro operava com alta de 0,20%, aos R$ 5,109. Os mercados da Ásia fecharam sem direção única nesta sessão, com destaque para a forte queda das bolsas sul-coreanas. Na Coreia do Sul, o índice Kospi despencou mais de 7%, enquanto o Kosdaq, que reúne empresas de menor capitalização, recuou 5%. No Japão, o principal índice da bolsa local, o Nikkei 225, caiu 3%, enquanto o Topix registrou baixa mais moderada, de 1,19%. Em Hong Kong, o índice Hang Seng contrariou o movimento negativo e avançou 1,31%. Já na China continental, o CSI 300 perdeu 0,55%. Na Austrália, o índice de referência S&P/ASX 200 também encerrou o pregão em queda, com recuo de 0,3%.

Petróleo e minério de ferro

Os preços do petróleo operam em baixa, apesar da nova onda de ataques dos EUA contra instalações militares iranianas alimentar os temores de um novo conflito em grande escala e interrupções no fornecimento no Estreito de Ormuz. As cotações do minério de ferro na China fecharam estáveis, com investidores avaliando o aumento da oferta dos principais produtores e a desaceleração sazonal da demanda na China, em contraposição ao risco de interrupção decorrente de uma greve nas operações da BHP em Port Hedland.

(Com Reuters)

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