Operação Placebo: venda de remédios falsos para câncer no Rio
Operação Placebo: remédios falsos para câncer no Rio

A Polícia Civil do Rio de Janeiro deflagrou a Operação Placebo para desarticular um esquema de venda de medicamentos falsos para tratamento de câncer. A investigação, conduzida pela Delegacia de Repressão aos Crimes Contra a Propriedade Imaterial (DRCPIM), revelou que uma empresa comandada por uma enfermeira e um estudante de Direito oferecia produtos sem qualquer eficácia terapêutica a pacientes e hospitais.

Esquema usava formação profissional para legitimar fraude

Segundo as autoridades, os suspeitos utilizavam suas formações acadêmicas para dar credibilidade ao negócio ilegal. A enfermeira e o estudante de Direito se apresentavam como especialistas, enganando vítimas que buscavam alternativas para o tratamento do câncer. Os medicamentos falsos eram vendidos a preços exorbitantes, aproveitando-se da vulnerabilidade dos pacientes.

Produtos sem controle e sem eficácia

A investigação apontou que os produtos eram distribuídos sem qualquer controle de qualidade ou registro nos órgãos competentes. Testes laboratoriais confirmaram que as substâncias não possuíam eficácia terapêutica, colocando em risco a saúde dos pacientes que abandonavam tratamentos convencionais para usar os falsos remédios.

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De acordo com o delegado responsável, a operação cumpriu mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos suspeitos. Materiais utilizados na produção e embalagem dos medicamentos foram apreendidos. A polícia investiga ainda a possível participação de outros envolvidos na rede de distribuição.

Impacto e alerta à população

A Operação Placebo serve de alerta para a importância de adquirir medicamentos apenas em farmácias autorizadas e com receita médica. A polícia reforça que tratamentos contra o câncer devem ser acompanhados por profissionais de saúde habilitados. Os suspeitos responderão por crimes contra a saúde pública, estelionato e associação criminosa.

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