Ibovespa Futuro cai com eleições e tarifas dos EUA; PIB da China desacelera
Ibovespa Futuro cai com foco em eleições e tarifas dos EUA

O Ibovespa Futuro abriu em queda nesta quarta-feira, pressionado pela divulgação de nova pesquisa eleitoral no Brasil e pelo avanço das tarifas comerciais dos Estados Unidos. No exterior, o PIB da China desacelerou no segundo trimestre ao menor patamar em três anos e meio, ampliando os desequilíbrios na segunda maior economia do mundo.

Pesquisa Quaest e reação política

Pesquisa Quaest divulgada hoje mostra o presidente Lula com 45% das intenções de voto no segundo turno contra Flávio Bolsonaro, que tem 37%. O levantamento também revela que 50% dos entrevistados afirmam conhecer e não votariam em Lula, enquanto 57% dizem o mesmo de Flávio. Os números geraram incertezas no mercado, que acompanha de perto o cenário eleitoral.

No Congresso, o ministro do STF Flávio Dino determinou que a Polícia Federal amplie as investigações sobre emendas parlamentares, gerando reação de líderes partidários. A pressão sobre o Legislativo pode impactar a tramitação de pautas econômicas.

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Tarifas dos EUA e tensões globais

O governo dos Estados Unidos intensificou os ataques contra embarcações no Estreito de Ormuz, enquanto o Irã ameaça bloquear exportações de energia do Oriente Médio. O presidente Trump desistiu de cobrar uma taxa de reembolso de 20% sobre embarcações na região, mas a tensão geopolítica segue elevada.

No front comercial, a administração Trump mantém a ameaça de tarifas sobre produtos chineses, e o governo brasileiro já trabalha com cenários de tarifaço, segundo fontes oficiais.

PIB da China desacelera

O Produto Interno Bruto da China cresceu 4,7% no segundo trimestre em relação ao mesmo período do ano anterior, abaixo das expectativas e o ritmo mais fraco desde o quarto trimestre de 2022. A desaceleração é atribuída à crise no setor imobiliário, consumo fraco e tensões comerciais.

O minério de ferro, principal commodity exportada pelo Brasil, atingiu máxima de várias semanas nos mercados internacionais, impulsionado por preocupações com a oferta. A Vale (VALE3) é uma das ações mais influentes no Ibovespa e pode beneficiar-se do movimento.

Mercado de ações e destaques

Entre as empresas da B3, a MRV&Co (MRVE3) assinou memorando com a Mauá Capital para estruturar a venda de ativos da Luggo, sua plataforma de aluguel. A CSN Mineração (CMIN3) corrige após forte rali, e analistas avaliam se há espaço para novas altas.

O mercado também monitora a decisão da BlackRock, que reduziu sua participação na B3, segundo comunicado da própria bolsa. No setor siderúrgico, a Usiminas (USIM5) passa por correção, e investidores questionam se é oportunidade de compra ou sinal de alerta para o segundo semestre.

No mercado de renda fixa, o Tesouro IPCA+ 2026 se aproxima do vencimento, e investidores buscam opções para reinvestir em um cenário de juros históricos. A nova febre da renda fixa, com produtos oferecendo até CDI+5%, exige cautela, segundo especialistas.

O dólar opera em alta frente ao real, refletindo o ambiente de aversão a risco. A taxa Selic, atualmente em 10,50% ao ano, segue como referência para aplicações conservadoras.

Agenda do dia

No Brasil, além da pesquisa Quaest, o mercado aguarda a divulgação do IBC-Br, considerado a prévia do PIB. Nos Estados Unidos, saem dados de produção industrial e estoques de petróleo. A temporada de balanços corporativos continua, com destaque para os resultados do Morgan Stanley, que registrou lucro de US$ 5,58 bilhões no trimestre, impulsionado por fusões e aquisições e trading.

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