O Ibovespa fechou em leve baixa nesta terça-feira (4), pressionado pelas ações da Petrobras e do Itaú, enquanto a Vale subiu, mesmo com o minério de ferro em mínimas. O índice recuou 0,12%, aos 127.593 pontos, com volume de R$ 18,4 bilhões.
Petrobras e Itaú pressionam; Vale sobe
As ações da Petrobras (PETR4) caíram 1,2%, acompanhando o petróleo abaixo de US$ 80 o barril, após a Arábia Saudita reduzir preços para a Ásia. O Itaú (ITUB4) recuou 0,8%, com investidores cautelosos antes do balanço do Bradesco, previsto para quinta-feira.
Já a Vale (VALE3) avançou 0,9%, apesar do minério de ferro em queda. Segundo analistas, a commodity pode se recuperar com estímulos chineses, e a mineradora segue atraente por dividendos.
Marcopolo despenca após balanço fraco
As ações da Marcopolo (POMO4) despencaram 10,4%, a maior queda do dia, após o balanço do 2º trimestre mostrar queda de 22% no lucro líquido, para R$ 142 milhões. A empresa citou aumento de custos e menor demanda no mercado interno.
O Bradesco (BBDC4) também caiu 1,5%, com piora na sinistralidade do plano de saúde Bradesco Saúde no 2º tri, que subiu 2,3 pontos percentuais, para 82,1%. A ação da Bradesco Saúde (BRSR6) desabou 11,5%.
Dólar sobe com temor de sanções; NY em alta
O dólar subiu 0,84%, a R$ 5,13, com receios de novas sanções dos EUA ao Brasil, após o governo Trump revogar o visto da embaixadora brasileira. Em Nova York, o S&P 500 fechou em alta de 0,4%, renovando recorde, com o Dow Jones também em máximas, puxado por ações de tecnologia.
Destaques do dia
- Pague Menos (PGMN3) subiu 9% após margem Ebitda recorde de 8,2% no 2º trimestre.
- Brava Energia (BRAV3) caiu 3% com petróleo fraco.
- FIIs despencaram até 40% após cortes de dividendos, com GARE11 comprando galpão do Carrefour por R$ 119,8 milhões.
O mercado segue atento à reunião do Copom na próxima semana, com pesquisa XP mostrando recorde de pessimismo fiscal entre gestores.



