Raio-X: salários das polícias no Amapá ficam em patamar intermediário
Salários das polícias no Amapá: patamar intermediário

O Fórum Brasileiro de Segurança Pública divulgou nesta terça-feira (4) o estudo Raio-X das Forças de Segurança, que analisa salários e efetivos das polícias em todo o Brasil. No caso do Amapá, os dados revelam que os policiais civis recebem salário bruto médio de R$ 16.118,45, valor considerado intermediário em relação aos demais estados. Já na Polícia Militar, a média salarial bruta é de R$ 9.595,58, número que se mantém dentro da média nacional. Os resultados mostram que, embora o Amapá não esteja entre os estados com maiores ou menores remunerações, o patamar salarial das forças de segurança locais se posiciona de forma equilibrada no cenário brasileiro.

Comparação nacional

O levantamento traz um ranking completo das remunerações. Entre as polícias civis, a maior média é a do Amazonas, com R$ 26.824,02, enquanto a menor é a de Minas Gerais, com R$ 12.195,03. No caso das polícias militares, o topo da lista é ocupado por Goiás, com R$ 15.685,47, e o menor valor é registrado no Piauí, com R$ 6.648,84. O Amapá, portanto, ocupa uma posição intermediária em ambas as categorias, refletindo uma realidade que mistura desafios e oportunidades para a valorização profissional.

Contexto do estudo

O estudo também aponta um déficit de efetivo nas polícias em todo o país. No entanto, o Amapá se destaca positivamente: é o estado com a menor diferença entre a tropa existente e a prevista em lei na Polícia Civil. Esse dado coloca a unidade federativa em posição diferenciada no cenário nacional, sugerindo que, apesar das dificuldades orçamentárias, há uma gestão mais alinhada às necessidades legais de pessoal.

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Outros destaques nacionais

  • As Guardas Civis Municipais puxaram alta de 3% no número de agentes de segurança.
  • Mulheres ocupam apenas 7% dos postos de comando nas PMs.
  • Os gastos totais com remuneração da segurança pública estadual chegam a R$ 230 bilhões anuais, o equivalente a 1,8% do PIB previsto para 2025.

Esses números revelam desigualdades regionais e de gênero que persistem no setor, além de um investimento significativo por parte dos estados. Para o Amapá, os dados servem como um retrato da realidade local, que pode orientar políticas públicas de valorização e reestruturação das forças de segurança.

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