O Ibovespa fechou em queda de 1,24% nesta quinta-feira (16), aos 127.500 pontos, pressionado pelo tarifaço dos Estados Unidos e por outros fatores que pesaram sobre o mercado brasileiro. O dólar comercial subiu 0,8%, cotado a R$ 5,09, refletindo a aversão ao risco global.
Tarifaço dos EUA e outros motivos
Além da imposição de tarifas pelos EUA, que afetou setores como siderurgia e agronegócio, o mercado foi impactado pela queda das bolsas em Nova York, especialmente o Nasdaq, que recuou 1,8% após o balanço da TSMC. A gigante taiwanesa de semicondutores superou estimativas de lucro, mas suas ações caíram 3,2%, arrastando o setor de tecnologia.
Outro fator foi a tensão geopolítica entre EUA e Irã, com novos ataques americanos ao país persa e a redução pela metade do fluxo de navios no Estreito de Ormuz. Isso elevou o preço do petróleo e pressionou ações de companhias aéreas e de logística.
Destaques do dia
A Ânima Educação (ANIM3) saltou 8,8% após forte queda na véspera, impulsionada pelo aumento de participação de um acionista relevante. Já a Copel (CPLE6) caiu 2,8% após elevar a meta de alavancagem, gerando cautela no JPMorgan quanto a dividendos. A Embraer (EMBR3) teve leve alta de 0,3% na véspera do Farnborough Air Show, com expectativas moderadas.
No setor de renda fixa, o CDB do Banco XP oferecia taxas de até 14,5% ao ano, enquanto LCIs e LCAs captavam recursos para o agronegócio. O mercado de FIIs teve destaque para o HGRE11, que vendeu conjuntos comerciais em São Paulo e propôs emissão de até R$ 700 milhões.
Perspectivas
Analistas do Bradesco BBI recomendam ações “parecidas com títulos” em meio à maior tensão entre EUA e Irã. O Bank of America também aponta que a ação da Vamos (VAMO3) está muito barata para ser ignorada. No cenário político, o vice-presidente Alckmin afirmou que o Brasil usará reciprocidade no momento adequado e apoiará setores afetados.



