Mercados: agosto traz oportunidades em BDRs; confira preferidos
Agosto traz oportunidades em BDRs; veja preferidos

O mês de agosto chega com novas oportunidades para investidores em BDRs (Brazilian Depositary Receipts), após um período de ajustes motivados por tensões geopolíticas e pelo avanço da inteligência artificial. Analistas ouvidos pelo InfoMoney indicam que a retração mais forte da indústria em junho pode contribuir para calibrar os juros, criando um cenário mais favorável para ativos de risco.

Preferidos dos analistas

Entre os papéis preferidos, destacam-se empresas com exposição a tendências estruturais, como tecnologia e energia. A recomendação considera a resiliência dos lucros e a capacidade de navegar em um ambiente de juros ainda elevados.

O movimento de correção visto nos últimos meses abriu janelas de entrada em BDRs de qualidade, segundo especialistas. A guerra no Oriente Médio e a corrida por IA geraram volatilidade, mas também criaram assimetrias interessantes.

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Impacto da indústria e juros

Dados fracos da indústria em junho reforçam a expectativa de que o Banco Central possa iniciar um ciclo de cortes na Selic mais cedo do que o previsto. Isso tende a beneficiar setores como consumo e tecnologia, que são mais sensíveis à taxa de juros.

"A retração industrial dá margem para uma política monetária menos restritiva, o que é positivo para a bolsa como um todo", afirma um analista de renda variável.

Oportunidades setoriais

No setor de petróleo, a alta recente da commodity beneficia empresas como PRIO, PetroRecôncavo e Brava. A avaliação é que a escalada do conflito no Oriente Médio pode manter os preços elevados, mas é preciso cautela com a volatilidade.

Já no setor de mineração, a Vale segue como destaque, mesmo com o minério de ferro nas mínimas. A expectativa é de recuperação da commodity, impulsionada por estímulos na China.

Riscos e recomendações

Apesar das oportunidades, os analistas alertam para riscos como a possibilidade de uma escalada maior no conflito entre EUA e Irã, que pode impactar o preço do petróleo e a aversão ao risco global.

"O investidor deve manter a disciplina e diversificar, aproveitando as quedas pontuais para construir posição em empresas sólidas", recomenda um gestor.

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