O programa de recompra de ações pelas empresas listadas na B3 acelerou em 2025 e já soma R$ 11 bilhões. O movimento reflete a confiança das companhias em seus próprios negócios e a busca por valorizar o capital dos acionistas. Segundo analistas, a tendência deve continuar, especialmente em setores como bancos e utilities.
Empresas lideram recompras
Entre as companhias que mais recompraram ações estão Itaú Unibanco, Bradesco, Vale, Petrobras e Telefônica Brasil. Juntas, elas responderam por mais de 60% do volume total. A prática reduz a quantidade de papéis em circulação, o que tende a elevar o lucro por ação e o preço das ações.
5 ações para ficar de olho
- Itaú Unibanco (ITUB4): banco líder em recompras, com forte geração de caixa.
- Vale (VALE3): mineradora tem histórico de recompras e dividendos robustos.
- Petrobras (PETR4): estatal mantém programa agressivo de recompra, apesar de incertezas políticas.
- Bradesco (BBDC4): banco acelera recompras após recuperação de resultados.
- Telefônica Brasil (VIVT3): operadora anunciou R$ 500 milhões em proventos e recompra.
Impacto no mercado
De acordo com o economista-chefe do Safra, "a recompra é um sinal positivo, mas é preciso avaliar se a empresa não está deixando de investir em crescimento". O movimento também pressiona o Ibovespa, já que reduz a oferta de ações. Analistas recomendam acompanhar os balanços para identificar oportunidades.



