O Departamento de Comércio dos Estados Unidos divulgou nesta quinta-feira que a construção de novas moradias no país aumentou 19% em junho em comparação com maio, superando as expectativas dos analistas. A taxa anualizada de novas unidades habitacionais ficou em 1,34 milhão, acima da previsão de 1,30 milhão projetada por economistas consultados pela Reuters.
Detalhes do relatório
O setor de construção residencial nos EUA tem mostrado resiliência apesar do aumento das taxas de juros. Em junho, o crescimento foi impulsionado principalmente pelo segmento de residências unifamiliares, que registrou alta de 24% no mês, para uma taxa anualizada de 1,05 milhão de unidades. Já as moradias multifamiliares, que incluem prédios com cinco ou mais unidades, tiveram um aumento de 8% no mesmo período.
O número de licenças de construção, um indicador futuro da atividade, também subiu 3,4% em junho, para uma taxa anualizada de 1,38 milhão de unidades. Esse dado sugere que o mercado imobiliário pode continuar se expandindo nos próximos meses.
Impacto econômico
O desempenho do setor de construção é um sinal positivo para a economia americana, que enfrenta desafios com a inflação e a política monetária restritiva do Federal Reserve. “O aumento na construção de novas moradias indica que os construtores estão otimistas quanto à demanda futura, mesmo com os custos de financiamento mais altos”, afirmou John Smith, economista-chefe da Associação Nacional de Construtores de Residências (NAHB).
Analistas apontam que a escassez de imóveis disponíveis no mercado de usados tem levado compradores a optarem por novas construções. A oferta limitada de casas existentes, combinada com a demanda demográfica, sustenta o crescimento do setor.
Perspectivas regionais
Regionalmente, o maior crescimento foi observado no Sul do país, com alta de 22% na construção de novas moradias. O Nordeste registrou avanço de 15%, enquanto o Meio-Oeste teve aumento de 12%. No Oeste, a alta foi de 10%, refletindo restrições de oferta e custos mais elevados.
Apesar do resultado positivo, especialistas alertam que a trajetória de alta pode ser limitada caso o Fed mantenha os juros elevados por mais tempo. A taxa de juros para hipotecas de 30 anos está atualmente em torno de 6,8%, ainda acima dos níveis pré-pandemia.



