Ranking mapeia indústrias mais inovadoras e focadas em perenidade
Ranking mapeia indústrias mais inovadoras e perenes

A PwC Brasil, em parceria com a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), divulgou a segunda edição do ranking das 50 indústrias mais inovadoras do país. O estudo, intitulado "Inovação e Perenidade", mapeia empresas que aliam capacidade de inovação a preocupações com a sustentabilidade e a longevidade dos negócios.

Metodologia e critérios de avaliação

O ranking foi elaborado com base em quatro pilares: estratégia de inovação, cultura de inovação, processos de inovação e resultados de inovação. Cada empresa recebeu uma pontuação de 0 a 100, considerando indicadores como investimento em P&D, número de patentes, lançamento de novos produtos e práticas de gestão da inovação. Ao todo, 150 empresas foram convidadas a participar, e 50 foram selecionadas para o ranking final.

Destaques do ranking

A Embraer lidera a lista pelo segundo ano consecutivo, com pontuação de 92,3. A fabricante de aeronaves se destaca por seus investimentos em tecnologias sustentáveis, como o desenvolvimento do avião elétrico e a redução de emissões de carbono. Em segundo lugar aparece a Natura & Co, com 89,7 pontos, reconhecida por sua inovação em produtos sustentáveis e modelos de negócio circulares. A terceira posição é da Vale, com 87,4 pontos, impulsionada por suas iniciativas em mineração verde e automação.

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Outras empresas no top 10 incluem: BRF (85,2), Weg (84,8), Ambev (83,5), Petrobras (82,1), Suzano (81,6), Klabin (80,9) e Gerdau (79,8). O setor de alimentos e bebidas aparece com destaque, representando 18% das empresas no ranking, seguido por química e petroquímica (14%) e metalurgia e siderurgia (12%).

Inovação e perenidade

O levantamento também revela que 76% das empresas listadas possuem metas formais de sustentabilidade atreladas à inovação. "A inovação deixou de ser um diferencial para se tornar uma questão de sobrevivência", afirma Marcelo Faria, sócio da PwC Brasil. "Empresas que não investem em inovação correm o risco de ficar para trás em um mercado cada vez mais competitivo e exigente."

Além disso, o estudo aponta que as empresas mais inovadoras investem, em média, 4,2% de sua receita líquida em pesquisa e desenvolvimento, contra 1,8% da média nacional. O número de patentes registradas por essas empresas cresceu 35% em relação ao ano anterior, totalizando 1.240 patentes em 2025.

Desafios e perspectivas

Apesar dos avanços, o ranking também identifica desafios. Apenas 30% das empresas consideram que sua cultura organizacional é favorável à inovação, e 45% relatam dificuldades em reter talentos na área de P&D. "Precisamos de políticas públicas que estimulem a inovação e a formação de profissionais qualificados", destaca Igor Calvet, presidente da ABDI. "O Brasil tem potencial para se tornar referência em inovação industrial, mas é preciso um esforço conjunto entre governo, empresas e academia."

O ranking completo pode ser acessado no site da PwC Brasil. A expectativa é que a terceira edição inclua indicadores de economia circular e impacto social.

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