A recompra de ações na B3 acelerou em 2025 e atingiu o montante de R$ 11 bilhões, segundo levantamento recente. O movimento é impulsionado por valuations considerados atrativos e pela busca das empresas em maximizar o retorno aos acionistas.
Cenário de recompra recorde
O volume de recompras já supera o registrado em todo o ano anterior, refletindo a confiança das companhias em seus próprios negócios. Entre os setores mais ativos estão bancos, energia e tecnologia.
“A recompra é uma sinalização positiva ao mercado, indicando que a administração acredita que as ações estão subvalorizadas”, afirma analista da XP Investimentos. O movimento também reduz o número de papéis em circulação, o que pode elevar o lucro por ação.
Cinco ações para monitorar
Com base no histórico de recompras e no potencial de valorização, especialistas destacam cinco empresas que podem seguir com os programas de recompra:
- Petrobras (PETR4): com forte geração de caixa, a estatal tem realizado recompras frequentes.
- Itaú Unibanco (ITUB4): o banco mantém programa ativo de recompra, reforçando a distribuição de valor.
- Vale (VALE3): a mineradora utiliza a recompra como ferramenta de remuneração aos acionistas.
- B3 (B3SA3): a própria bolsa é uma das que mais recompram ações no mercado.
- Ambev (ABEV3): a companhia de bebidas tem histórico de recompras quando o valuation está baixo.
Impacto no mercado
A aceleração das recompras ocorre em meio à volatilidade do Ibovespa, que caiu 5% no ano. Para gestores, a recompra é uma alternativa aos dividendos, especialmente quando a tributação sobre JCP é desfavorável.
“Empresas com caixa robusto e baixo endividamento tendem a recomprar ações em momentos de crise, gerando valor ao acionista”, explica economista do Safra. A tendência é que o volume continue elevado no segundo semestre.



