Os investidores minoritários da Oncoclínicas decidiram não recorrer ao colegiado da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para exigir uma oferta pública de aquisição (OPA) que poderia forçar a Centaurus a pagar mais de R$ 16 por ações que atualmente valem menos de R$ 1. A decisão foi tomada após a rejeição técnica da OPA pela área técnica da autarquia, que considerou que não havia fundamentos para a realização da oferta.
Denúncias contra superintendente da CVM
Paralelamente, os minoritários protocolaram denúncias contra um superintendente da CVM, alegando irregularidades na condução do processo. As queixas foram enviadas à corregedoria da própria CVM, à Controladoria-Geral da União (CGU) e ao Tribunal de Contas da União (TCU). Entre os investidores que aguardam desdobramentos estão a Latache e o Banco Original.
Contexto da disputa societária
A chamada 'novela societária' da Oncoclínicas envolve a tentativa dos minoritários de forçar a Centaurus, controladora da empresa, a realizar uma OPA por ações que foram adquiridas em condições consideradas desfavoráveis. A diferença entre o valor exigido (mais de R$ 16) e o valor de mercado (menos de R$ 1) ilustra a magnitude do conflito. A rejeição técnica da OPA pela CVM foi baseada na análise de que não houve violação de regras que justificasse a oferta obrigatória.
Próximos passos
Com a desistência do recurso ao colegiado, os minoritários concentram agora suas esperanças nas investigações administrativas e nos órgãos de controle. A Latache e o Banco Original, juntamente com outros acionistas, monitoram os procedimentos na CGU e no TCU, na expectativa de que as denúncias resultem em medidas que possam reverter o cenário atual. A Oncoclínicas e a Centaurus não se manifestaram oficialmente sobre as denúncias.



