IPCA+8% é raro? Entenda se taxa sozinha justifica investir no Tesouro
IPCA+8% é raro? Entenda se taxa sozinha justifica investir

O Tesouro Direto voltou a oferecer títulos com taxa IPCA+8%, um patamar considerado raro e que atrai investidores em busca de proteção contra a inflação. No entanto, especialistas alertam que apenas a taxa nominal elevada não é suficiente para justificar a aplicação. É preciso considerar o prazo, a marcação a mercado e o cenário econômico.

O que significa IPCA+8%?

Os títulos do Tesouro IPCA+ pagam uma taxa fixa (8% ao ano) mais a variação da inflação medida pelo IPCA. Assim, o retorno real é garantido acima da inflação, o que parece vantajoso em um cenário de juros altos. Porém, a rentabilidade efetiva depende do momento da compra e da venda, especialmente se o título for negociado antes do vencimento.

Riscos e cuidados

O principal risco é a marcação a mercado: se os juros subirem, o valor do título cai, podendo gerar perdas para quem vender antes do prazo. Além disso, a taxa IPCA+8% pode não ser tão atrativa se a inflação cair ou se o investidor tiver objetivos de curto prazo. Especialistas recomendam que o título é mais adequado para quem pode manter o investimento até o vencimento.

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Segundo analistas, a taxa atual reflete as expectativas de inflação e a política monetária do Banco Central. “Não adianta olhar apenas para o número. É preciso avaliar se o prazo e a liquidez se encaixam no seu planejamento”, afirma um especialista em renda fixa.

Alternativas no mercado

Outras opções de renda fixa, como CDBs e LCIs, também oferecem boas taxas, mas com garantia do FGC até R$ 250 mil. O Tesouro IPCA+ tem garantia do governo federal, mas sem o limite do FGC. Para investidores com perfil conservador e horizonte de longo prazo, o título pode ser uma boa escolha, desde que não haja necessidade de resgate antecipado.

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