O setor de máquinas e equipamentos no Brasil vive um momento de aceleração impulsionado pelos investimentos em infraestrutura pública. De acordo com dados da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), o faturamento do setor cresceu 12% no primeiro semestre de 2026 em comparação com o mesmo período do ano anterior, atingindo R$ 120 bilhões. Esse avanço está diretamente ligado às obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e de concessões rodoviárias e ferroviárias.
Investimentos em infraestrutura como motor da economia
O governo federal destinou R$ 1,6 trilhão para o PAC 2025-2028, com foco em transportes, energia e saneamento. Esses recursos têm gerado demanda por máquinas como tratores, escavadeiras e equipamentos de construção civil. O presidente da Abimaq, João Carlos Marques, afirmou: “A infraestrutura pública é o principal motor do nosso setor. Cada real investido em obras gera um efeito multiplicador na cadeia produtiva, criando empregos e estimulando a inovação.”
Geração de empregos e inovação tecnológica
O aquecimento do setor também reflete na geração de postos de trabalho. Dados do Ministério do Trabalho indicam que a indústria de máquinas criou 45 mil empregos formais no primeiro semestre de 2026, um aumento de 8% em relação ao mesmo período de 2025. Além disso, as empresas têm investido em tecnologia para atender às exigências de eficiência e sustentabilidade das obras públicas. A fabricante WEG, por exemplo, lançou uma linha de motores elétricos de alto rendimento para equipamentos de construção, reduzindo o consumo de energia em até 15%.
Desafios e perspectivas
Apesar do otimismo, o setor enfrenta desafios como a alta dos juros e a volatilidade cambial, que encarecem insumos importados. A Abimaq estima que o crescimento do setor em 2026 deve ficar entre 8% e 10%, dependendo da continuidade dos investimentos públicos. “Precisamos de estabilidade econômica e previsibilidade para manter o ritmo de crescimento”, ressaltou Marques. A expectativa é que as concessões de rodovias e ferrovias, previstas para o segundo semestre, mantenham a demanda aquecida.



