O novo tarifaço anunciado pelos Estados Unidos impõe tarifas sobre uma ampla gama de produtos, mas inclui mais de 2 mil exceções que abrangem itens como terras-raras, carne e café. Essas isenções limitam o impacto imediato sobre a economia brasileira, mas analistas alertam para riscos de escalada e retaliação.
Impacto nos mercados e reação do governo
O Ibovespa caiu para 174 mil pontos com a repercussão do tarifaço, enquanto os juros futuros subiram, com o Tesouro IPCA+ registrando alta por toda a curva, seguindo os Treasuries americanos. O S&P 500 e o Nasdaq também recuaram, puxados por perdas no setor de chips.
O governo brasileiro estuda medidas de retaliação, que podem incluir royalties e patentes farmacêuticas, segundo fontes oficiais. A Fiesp criticou a postura do governo federal, afirmando que o tarifaço "se soma ao custo Brasil e poderia ter sido evitado".
Análise das isenções e riscos
Especialistas apontam que as exceções no tarifaço são estratégicas para minimizar danos a setores sensíveis da economia americana. No entanto, há alertas de que a medida pode gerar incertezas e afetar negócios de longo prazo. O presidente Lula afirmou: "É triste constatar que o desfecho faz parte do enredo da família Bolsonaro", em referência às críticas da oposição.
O senador Flávio Bolsonaro atacou Lula e comparou a situação ao governo Biden, dizendo que o Brasil é um "avião sem piloto". O governador de Minas Gerais, Romeu Zema, também criticou a administração federal.
Oportunidades e recomendações
Apesar do cenário negativo, alguns analistas veem oportunidades em ativos descontados. A XP Educação abriu inscrições para bolsas grátis em formação de IA. No mercado de renda fixa, CDBs, LCIs e LCAs continuam oferecendo taxas atrativas. A recomendação é diversificar e manter cautela, especialmente em ações expostas ao comércio internacional.



