A Saudi Aramco, maior exportadora de petróleo do mundo, reportou um aumento de 33% no lucro do segundo trimestre, impulsionado pela alta dos preços do petróleo bruto, que compensou os menores volumes de vendas e as interrupções no transporte pelo Estreito de Ormuz. O lucro líquido ajustado atingiu US$ 33,4 bilhões nos três meses até junho, ante US$ 25,2 bilhões no mesmo período do ano anterior.
Fatores que impulsionaram o resultado
O resultado foi sustentado principalmente pelos preços mais elevados do petróleo bruto, produtos refinados e químicos, conforme comunicado da companhia. Esses ganhos foram parcialmente compensados por volumes de vendas menores, custos operacionais mais altos e aumento da carga tributária.
A empresa destacou que manteve a continuidade dos negócios durante as interrupções em Ormuz, utilizando seu oleoduto Leste-Oeste, capacidade de armazenamento e terminais de exportação. O porto de Yanbu, no Mar Vermelho, foi reposicionado como um centro estratégico para embarques, permitindo sustentar a produção e as exportações.
Rotas alternativas e impacto limitado
A rede alternativa ajudou a Aramco a manter as exportações e reduzir o impacto da interrupção no Golfo Pérsico, embora não substitua totalmente os volumes normalmente enviados por Ormuz. A empresa informou que cerca de 5 milhões de barris por dia (bpd) de exportações continuaram a fluir por rotas alternativas, de uma produção total de aproximadamente 9,5 milhões de bpd.
Durante o trimestre e em julho, algumas instalações da Aramco e de suas afiliadas na Arábia Saudita foram alvo de ataques, mas os incidentes não tiveram efeito material sobre a posição financeira, operações ou fluxos de caixa da companhia.
Perspectivas do CEO
O CEO Amin H. Nasser afirmou que, mesmo com a reabertura imediata do Estreito de Ormuz, a reconstrução dos estoques globais de petróleo em declínio levaria até 18 meses a uma média de 2,1 milhões de bpd. Isso sustentaria a demanda por petróleo bruto até 2027, segundo o executivo.



