A Suzano, gigante brasileira do setor de papel e celulose, foi reconhecida como a empresa mais inovadora do segmento no ranking Valor Inovação 2026, divulgado nesta segunda-feira (3). A companhia superou concorrentes como Klabin e International Paper, consolidando sua posição de liderança em pesquisa e desenvolvimento no país.
Critérios de avaliação
O ranking, elaborado pelo jornal Valor Econômico em parceria com a consultoria Strategy&, avaliou 150 empresas de 25 setores. Os critérios incluem investimento em P&D, impacto das inovações no mercado, e cultura de inovação interna. A Suzano obteve nota 8,7, a maior do setor, impulsionada por seus investimentos em produtos de base renovável e na transformação digital de suas operações.
“A inovação está no DNA da Suzano. Nosso compromisso é desenvolver soluções que gerem valor para a sociedade e para o meio ambiente, e esse reconhecimento reforça que estamos no caminho certo”, afirmou o diretor de Inovação da empresa, Paulo Henrique Ribeiro.
Investimentos em tecnologia
Em 2025, a Suzano destinou R$ 1,2 bilhão para pesquisa e desenvolvimento, um aumento de 15% em relação ao ano anterior. A empresa concentra seus esforços em biotecnologia, novos materiais e na otimização de processos industriais com uso de inteligência artificial.
Entre os projetos mais recentes, destaca-se o desenvolvimento de uma nova linha de celulose solúvel, utilizada na produção de tecidos sustentáveis, e parcerias com startups para criar embalagens biodegradáveis. A companhia também investe na digitalização de suas fábricas, com sensores e sistemas de monitoramento que aumentam a eficiência e reduzem o consumo de água e energia.
Impacto no mercado
Especialistas apontam que a liderança da Suzano no ranking reflete uma tendência do setor de papel e celulose de buscar maior sustentabilidade e diversificação. “A Suzano está na vanguarda, mostrando que é possível conciliar produtividade com responsabilidade ambiental. Isso atrai investidores e abre novos mercados”, comenta a analista do setor, Mariana Costa.
A empresa, que já é a maior produtora mundial de celulose de eucalipto, planeja ampliar seus investimentos em inovação nos próximos anos. A meta é atingir R$ 2 bilhões em P&D até 2030, com foco em produtos de maior valor agregado.
Reconhecimento internacional
Além do ranking brasileiro, a Suzano também se destaca globalmente. Em 2025, a empresa foi listada entre as 50 empresas mais inovadoras do mundo na área de materiais sustentáveis, segundo a revista Fast Company. Esse reconhecimento internacional reforça a posição do Brasil como protagonista na economia de baixo carbono.
Para o setor, a notícia é positiva, pois demonstra que a inovação é um diferencial competitivo crucial. Outras empresas do segmento, como a Klabin, também aparecem bem posicionadas no ranking, ocupando a segunda e terceira posições, respectivamente.



