Stone integra Pagar.me à plataforma e reforça posicionamento como banco
Stone integra Pagar.me e reforça posicionamento como banco

A Stone decidiu integrar o Pagar.me, sua solução de pagamentos online, à plataforma principal de maquininhas, unificando a gestão de vendas presenciais e digitais para pequenos empreendedores. A novidade será apresentada oficialmente durante o Fórum E-Commerce Brasil, que começa nesta terça-feira, 28 de julho, em São Paulo.

Integração de canais físico e digital

Nos últimos anos, as fronteiras entre os canais físico e digital se embaralharam no público das pequenas empresas. Com a integração, os clientes poderão acessar informações sobre pagamentos presenciais, online, conta, crédito e investimentos no mesmo aplicativo. As receitas também serão consolidadas em um único extrato, que poderá fornecer à Stone dados mais completos para oferecer crédito.

“Hoje o empreendedor não pensa mais em canal físico e canal digital. Ele vende pelo Instagram, pela loja, pelo site, pelo WhatsApp. Faz muito mais sentido integrar tudo”, afirma à Coluna o diretor de Oferta e Go to Market da Stone, Mateus Biselli.

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A ferramenta Pagar.me funciona como um provedor e intermediador de serviços de pagamentos, processando transações de e-commerce e oferecendo infraestrutura para marketplaces e lojas virtuais. Na prática, permite que os clientes recebam por cartão de crédito, boleto e Pix por vendas na internet. Antes, a solução era vendida e gerida separadamente das maquininhas físicas, com gestão de vendas em portais distintos.

Crédito como pilar de fidelização

A incorporação do Pagar.me se insere no plano mais amplo da Stone de disponibilizar uma oferta de serviços financeiros mais completa para o público-alvo, para além das maquininhas. O movimento acompanha a tendência de diversificação das empresas que nasceram na adquirência, como o rival PagBank (antigo PagSeguro).

“Um banco intermedia transações comerciais, segura depósitos e concede crédito, o que nós já fazemos há cinco anos. Estamos nos posicionando para deixar isso mais claro para o cliente entender”, explica Biselli.

Nessa jornada, o crédito emerge como instrumento fundamental para fidelizar clientes e rentabilizar o negócio. A Stone quer ampliar a carteira de crédito para R$ 5,5 bilhões até 2027, ante R$ 3,2 bilhões no final de março. A companhia não divulga números de usuários ou volume transacionado do Pagar.me, mas revela que a participação dos negócios online é semelhante à observada na indústria.

No primeiro trimestre, os cartões movimentaram R$ 1,1 trilhão no Brasil, sendo que as compras online somaram R$ 310,5 bilhões, de acordo com dados mais recentes da Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs).

Licenças e planos futuros

O grupo hoje já dispõe das licenças regulatórias exigidas para a oferta de serviços financeiros, entre elas a de Instituição de Pagamento (IP) e Sociedade de Crédito Direto (SCD). Agora, aguarda a tramitação de um pedido feito ao Banco Central para operar como um Banco Comercial, cuja conclusão ainda não tem prazo definido.

“Para sermos o banco do empreendedor, nós temos que oferecer todas as soluções de venda de que o cliente possa precisar”, ressalta Biselli. A integração do Pagar.me representa mais um passo nessa direção, consolidando a Stone como uma plataforma financeira completa para pequenos negócios.

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