Acre decreta emergência por seca extrema; Rio Acre atinge menor nível do ano
Acre decreta emergência por seca; Rio Acre atinge menor nível

O governo do Acre decretou situação de emergência em todo o estado devido à seca extrema, em medida publicada no Diário Oficial do Estado (DOE) nesta segunda-feira (3). A decisão, assinada pela governadora Mailza Assis (PP), ocorre em meio ao agravamento da estiagem que afeta o abastecimento de água, a navegação e aumenta o risco de queimadas. O Rio Acre, principal manancial da capital, registrou nesta segunda a menor cota do ano: 2,06 metros, aproximando-se da mínima histórica de 1,25 metro, registrada em setembro de 2024.

Nível do Rio Acre em queda livre

Conforme o monitoramento diário da Defesa Civil de Rio Branco, o rio começou o mês de julho com 2,58 metros no dia 1º, mas fechou o mês com 2,18 metros, uma redução de 40 centímetros. Nos três primeiros dias de agosto, a queda acumulada foi de 12 centímetros, chegando a 2,06 metros nesta segunda-feira (3), a menor marca do ano.

Os dados mostram que o nível do rio oscilou ao longo de julho: caiu na maior parte da primeira quinzena, subiu no dia 14 (de 2,25 para 2,27 metros), e teve picos em 15 (2,42 m), 16 (2,46 m) e 19 (2,48 m). No entanto, a partir do dia 20, iniciou uma sequência de quedas, atingindo 2,11 metros no dia 27, a menor cota do mês. O rio voltou a subir nos dias seguintes, mas a tendência de baixa se manteve no início de agosto.

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Chuvas muito abaixo da média

O coordenador da Defesa Civil de Rio Branco, tenente-coronel Cláudio Falcão, informou que a expectativa para julho era de 29,4 milímetros de chuva, mas foram registrados apenas 10,4 mm, o que corresponde a somente 35,3% da média histórica. Nos primeiros 25 dias do mês, não houve registro de chuva na capital; o primeiro acumulado ocorreu apenas no dia 26, com 8,4 mm, e não houve novas precipitações depois.

“O nosso trabalho tem sido com abastecimento de água, por isso, nós usamos caminhão-pipa para abastecer comunidades ao redor da capital. Além disso, estamos fazendo levantamento de perdas e buscando recurso de ajuda humanitária para conseguir alimentação para os afetados”, explicou Falcão.

Medidas do decreto de emergência

O decreto estadual permite que o poder público adote medidas excepcionais para minimizar os impactos da seca, incluindo a coordenação das ações pela Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa Civil (CEPDC). Entre as medidas previstas estão a mobilização de órgãos estaduais, a priorização de ações de assistência humanitária e a liberação de recursos para enfrentamento da emergência.

A estiagem, típica do verão amazônico, já havia levado o governo a decretar emergência anteriormente, mas a nova medida amplia a abrangência para todo o estado, refletindo a gravidade da situação. A seca também afeta a navegação em rios e igarapés e eleva o risco de queimadas em diversas regiões.

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