O chairman da OpenAI, Bret Taylor, afirmou que a empresa não tem nenhum interesse em segredos comerciais de terceiros. A declaração foi feita em resposta a crescentes preocupações sobre o uso de dados proprietários para treinar modelos de inteligência artificial.
Declarações do chairman
Durante uma conferência em São Francisco, Taylor disse: "Não temos interesse em segredos comerciais de ninguém. Nosso foco é desenvolver IA segura e benéfica para a humanidade, não roubar propriedade intelectual." A fala busca acalmar empresas que temem que seus dados confidenciais sejam utilizados sem permissão.
Taylor também destacou que a OpenAI possui políticas rigorosas de privacidade e que qualquer dado usado no treinamento é obtido legalmente. "Respeitamos a propriedade intelectual e trabalhamos com parceiros para garantir conformidade", completou.
Contexto de críticas
Nos últimos meses, a OpenAI enfrentou críticas de setores como mídia e tecnologia, que acusam a empresa de coletar dados de forma indiscriminada. Em maio, o New York Times processou a OpenAI por suposto uso não autorizado de artigos para treinar o ChatGPT. O caso ainda tramita na Justiça.
Segundo analistas, a declaração de Taylor visa reforçar a imagem da empresa como ética. "É uma tentativa de mitigar danos reputacionais", afirma a especialista em tecnologia Laura Mendes. "Mas a pressão por transparência continuará."
Impacto no setor
A postura da OpenAI pode influenciar regulamentações futuras. Na União Europeia, a Lei de IA já exige que empresas divulguem fontes de dados. Nos EUA, audiências no Congresso discutem limites para o uso de informações protegidas.
Enquanto isso, concorrentes como Google e Anthropic também enfrentam escrutínio. A Anthropic, por exemplo, adotou políticas mais restritivas após críticas. A OpenAI, por sua vez, insiste que seus métodos são legais e éticos.
Próximos passos
Taylor não detalhou medidas específicas, mas afirmou que a OpenAI está aberta a auditorias externas. "Queremos diálogo com a sociedade", disse. A empresa também planeja publicar relatórios de transparência trimestrais a partir de 2027.
A declaração ocorre em meio ao lançamento do GPT-5, previsto para 2027, que promete avanços significativos. A expectativa é que o modelo seja treinado com dados ainda mais diversos, mas sem violar direitos autorais.



