Pela primeira vez desde 2006, a Nike ficará de fora da final da Copa do Mundo. A rival Adidas dominou as semifinais, colocando três das quatro seleções na briga pelo título: Argentina, França e Marrocos. A quarta vaga é da Croácia, patrocinada pela alemã Puma.
Histórico de domínio da Nike
Desde 1994, a Nike esteve presente em todas as finais de Copa do Mundo, seja como patrocinadora de uma das seleções ou fornecendo a bola oficial. Em 2014 e 2018, por exemplo, a marca americana teve Alemanha e França como campeãs, respectivamente. Agora, a Adidas assume a hegemonia.
Nas quartas de final, a Nike perdeu seus dois representantes: Brasil (eliminado pela Croácia) e Inglaterra (derrotada pela França). A Holanda, também Nike, caiu nas quartas para a Argentina.
Adidas amplia vantagem
Com três seleções nas semifinais, a Adidas já garantiu que uma de suas equipes estará na final. A última vez que a marca alemã teve um representante no jogo decisivo foi em 2014, com a Alemanha campeã. Em 2018, a final foi entre França (Nike) e Croácia (Puma).
“Estamos muito orgulhosos de ver nossas seleções avançando. É um reflexo do trabalho duro e da parceria de longa data com essas equipes”, disse um porta-voz da Adidas, em comunicado.
Impacto comercial
A ausência da Nike na final representa um golpe comercial significativo. Estima-se que a exposição da marca durante a final vale milhões de dólares em mídia espontânea. A Adidas, por sua vez, deve aproveitar o momento para lançar campanhas promocionais.
Além disso, a final terá um sabor especial para a Adidas: a França, atual campeã, é patrocinada pela marca desde 1970. Já a Argentina, que não vence desde 1986, busca o título com o uniforme da Adidas. Marrocos, a surpresa do torneio, também veste a marca alemã.
Puma também comemora
A Croácia, patrocinada pela Puma, também quebra um jejum: não chegava às semifinais desde 1998, quando foi terceira colocada. A marca alemã, que patrocina ainda Senegal e Suíça, viu suas duas outras equipes serem eliminadas nas oitavas.
Com a final definida, a disputa entre as fornecedoras de material esportivo promete acirrar ainda mais a rivalidade no mercado.



