Com tarifaço, vendas aos EUA caem 13% e exportações para China sobem 21,6%
Exportações para EUA caem 13%; China impulsiona alta de 8,7%

Exportações para os EUA recuam 13% com tarifas americanas

As exportações brasileiras para os Estados Unidos registraram queda de 13% neste ano, reflexo direto do aumento das tarifas impostas pelo governo americano desde o ano passado. Segundo dados divulgados nesta quinta-feira, as importações provenientes dos EUA também encolheram 12,5%, gerando um déficit comercial bilateral de US$ 1,5 bilhão.

Comércio com China e UE compensa perdas

Apesar do revés no mercado americano, as exportações totais do Brasil cresceram 8,7% no período, impulsionadas pelo forte desempenho junto a outros parceiros comerciais. As vendas para a China aumentaram 21,6%, enquanto as exportações para a União Europeia subiram 12,8%. O movimento evidencia uma diversificação da pauta exportadora brasileira.

“A China tem sido um motor importante para o nosso agronegócio e mineração, compensando parcialmente as perdas no mercado norte-americano”, afirmou o Ministério da Economia em nota.

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Impacto do tarifaço e perspectivas

O tarifaço americano, que afetou principalmente produtos siderúrgicos, agrícolas e manufaturados, reduziu a competitividade dos itens brasileiros nos EUA. Especialistas apontam que a busca por novos mercados, como Ásia e Europa, deve continuar sendo prioridade para o governo brasileiro.

O resultado comercial positivo, no entanto, não elimina preocupações: o déficit com os EUA pode se agravar caso novas barreiras sejam impostas. A balança comercial total, por enquanto, segue superavitária, sustentada pelo avanço das exportações para a China, que respondem por cerca de 30% das vendas externas do país.

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