O setor brasileiro de máquinas e equipamentos, que já embarcou mais de US$ 3 bilhões para os Estados Unidos nos últimos anos, está mobilizado para negociar exceções tarifárias com o governo americano. A medida visa evitar que novas sobretaxas impostas por Washington prejudiquem a competitividade do segmento, que registrou crescimento expressivo nas exportações.
Volume recorde de embarques
Dados da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) indicam que os embarques para os EUA somaram US$ 3,2 bilhões em 2025, alta de 18% em relação ao ano anterior. O país norte-americano é o segundo maior destino das máquinas brasileiras, atrás apenas da Argentina.
Negociações por exceções
“Estamos em diálogo constante com o governo americano para garantir que máquinas brasileiras não sejam alvo de tarifas adicionais que não se aplicam a concorrentes de outros países”, afirmou o presidente da Abimaq, José Velloso. Segundo ele, o setor já apresentou uma lista de produtos que poderiam ser excluídos das sobretaxas, como equipamentos para mineração e construção civil.
Impacto potencial
Caso as tarifas sejam aplicadas sem exceções, a Abimaq estima que as exportações para os EUA podem cair até 25% nos próximos dois anos. “Isso representaria uma perda de cerca de US$ 800 milhões em receitas e milhares de empregos na cadeia produtiva”, alertou Velloso.
Setor em expansão
O segmento de máquinas é um dos mais dinâmicos da indústria brasileira, com faturamento anual superior a R$ 100 bilhões. Em 2025, as exportações totais do setor alcançaram US$ 12,5 bilhões, com destaque para os mercados da América Latina e América do Norte.



