Um número crescente de empresas está adotando métodos tradicionalmente usados por influenciadores digitais para impulsionar o engajamento com seus clientes e aumentar as vendas. A constatação é de uma pesquisa recente realizada pela Expert XP, que analisou as estratégias de marketing de mais de 500 companhias no Brasil.
Estratégias de influência no mundo corporativo
Segundo o estudo, 68% das empresas entrevistadas afirmaram que passaram a usar técnicas como criação de conteúdo autêntico, interação direta com o público e uso de narrativas pessoais para fortalecer sua marca. O movimento reflete uma mudança na forma como as marcas se comunicam, deixando de lado o tom institucional para adotar uma abordagem mais próxima e humanizada.
“As empresas perceberam que o consumidor atual busca conexões reais, e não apenas produtos. A influência digital se tornou uma ferramenta essencial para criar essa proximidade”, explica Carla Mendes, especialista em marketing digital e consultora da Expert XP.
Impacto nos resultados financeiros
A pesquisa também revelou que as empresas que adotaram essas práticas registraram, em média, um aumento de 23% no faturamento no último ano, em comparação com aquelas que mantiveram estratégias tradicionais. Além disso, o engajamento nas redes sociais cresceu 45% entre as companhias que investiram em conteúdo gerado por usuários e parcerias com criadores de conteúdo.
O levantamento indica que o setor de varejo foi o que mais se beneficiou, com 71% das empresas relatando melhora na percepção da marca. Em seguida, aparecem os setores de serviços e tecnologia, com 64% e 58%, respectivamente.
Desafios e tendências
Apesar dos resultados positivos, a pesquisa aponta desafios. Entre eles, a dificuldade de mensurar o retorno sobre investimento (ROI) dessas ações e a necessidade de treinar equipes internas para lidar com as novas demandas. Ainda assim, 82% das empresas planejam aumentar os investimentos nesse tipo de estratégia nos próximos 12 meses.
“O futuro do marketing é a influência. As marcas que não se adaptarem correm o risco de ficar para trás em um mercado cada vez mais digital e orientado por dados”, conclui Mendes.



