Mercado de carros clássicos gera empregos em cadeia produtiva
O mercado de carros clássicos no Brasil sustenta uma cadeia produtiva que inclui mecânicos, restauradores, fornecedores de peças e organizadores de eventos, segundo o empresário Mário Augusto de Castro. Em entrevista, ele detalhou como esse setor, muitas vezes invisível, movimenta a economia e gera postos de trabalho especializados.
Profissionais envolvidos na restauração e manutenção
De acordo com Castro, a restauração de um veículo antigo pode demandar meses de trabalho de profissionais como funileiros, pintores, tapeceiros e mecânicos especializados. “Cada carro clássico restaurado envolve uma equipe de pelo menos cinco a dez profissionais diretos, sem contar os fornecedores de peças e serviços”, afirmou o empresário. Ele estima que o setor emprega milhares de pessoas em todo o país, embora não haja dados oficiais consolidados.
Eventos e feiras como geradores de renda
Os organizadores de eventos também se beneficiam do mercado. Encontros de carros antigos, como os realizados em São Paulo e no Rio de Janeiro, atraem centenas de expositores e milhares de visitantes, gerando renda para hotéis, restaurantes e serviços locais. “Um único evento pode movimentar mais de R$ 5 milhões em negócios diretos e indiretos”, destacou Castro.
Desafios do setor e perspectivas
Apesar do crescimento, o setor enfrenta desafios como a falta de mão de obra qualificada e a dificuldade de importação de peças. Castro defende maior reconhecimento e políticas de incentivo para o segmento, que considera parte do patrimônio cultural. “O mercado de carros clássicos não é apenas um hobby, é uma indústria que gera empregos e preserva a história automotiva”, concluiu.



