A Polícia Federal deflagrou na manhã desta quinta-feira, 16 de janeiro, a segunda fase da Operação Sanitas, que investiga a comercialização ilegal de medicamentos de origem estrangeira sem autorização sanitária regular. Ao todo, foram cumpridos 11 mandados de busca e apreensão em Ipatinga, Coronel Fabriciano, Santana do Paraíso, Caratinga e Belo Horizonte.
Novos núcleos investigados
Segundo a PF, a nova etapa foi desencadeada após o aprofundamento das investigações realizadas na primeira fase da ação. As apurações apontaram, em tese, a existência de novos núcleos ligados à importação clandestina, ao armazenamento, ao fracionamento, à divulgação e à comercialização de medicamentos injetáveis destinados ao emagrecimento.
De acordo com a Polícia Federal, entre os produtos investigados estão medicamentos que contêm tirzepatida, retatrutida e substâncias semelhantes, todos de procedência estrangeira e sem regular autorização sanitária. A corporação informou que o nome da operação faz referência à saúde, à salubridade e à preservação das condições sanitárias adequadas das substâncias oferecidas ao público.
Distribuição dos mandados
Os 11 mandados cumpridos nesta quinta-feira são todos de busca e apreensão. As ordens judiciais foram executadas em dois endereços em Belo Horizonte, um em Caratinga, quatro em Coronel Fabriciano, três em Ipatinga e um em Santana do Paraíso.
Primeira fase da Operação Sanitas
A primeira fase da Operação Sanitas foi realizada em março e resultou na prisão de dois homens suspeitos de participação em um esquema de comercialização ilegal de medicamentos para emagrecimento. Na ocasião, a investigação apontou a importação clandestina e a venda no país de um produto à base de tirzepatida conhecido como "Lipoless", de origem paraguaia e sem registro da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
Na primeira etapa, a PF cumpriu mandados em Ipatinga, Caratinga e Coronel Fabriciano. Também foram determinadas medidas cautelares contra um homem e uma mulher, incluindo a proibição do uso de redes sociais. Celulares e veículos foram apreendidos para auxiliar no andamento das investigações.



