CBA lucra R$ 410 mi no 2º tri com preço recorde do alumínio
CBA lucra R$ 410 mi no 2º tri com preço recorde do alumínio

A Companhia Brasileira de Alumínio (CBA) registrou lucro líquido de R$ 410 milhões no segundo trimestre de 2026, conforme balanço divulgado nesta terça-feira (4). O resultado reverte o prejuízo de R$ 73 milhões reportado no mesmo período de 2025, impulsionado pelo preço médio recorde do alumínio na Bolsa de Metais de Londres (LME), que atingiu US$ 3.571 por tonelada, maior patamar já registrado para um trimestre, segundo a companhia.

Preço recorde e aumento de vendas impulsionam receita

O preço do alumínio na LME subiu 46% em relação ao segundo trimestre de 2025, enquanto o volume total de vendas da CBA alcançou 131 mil toneladas, um crescimento de 10% na comparação anual. Esse cenário elevou a receita líquida para R$ 4,23 bilhões entre abril e junho, um avanço de 9,6% em relação ao mesmo período do ano anterior. A combinação de preços mais altos e maior volume de vendas, com destaque para o segmento de alumínio primário, foi decisiva para o desempenho.

Ebitda recorde e margem em expansão

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado cresceu 273% na comparação anual, atingindo R$ 705 milhões. Segundo a CBA, esse foi o maior Ebitda da história da empresa, 3,7 vezes o resultado do segundo trimestre de 2025 e 51% superior ao registrado no primeiro trimestre de 2026. A margem Ebitda também avançou 18 pontos percentuais na comparação anual, refletindo a eficiência operacional e o ambiente de preços favorável.

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Dívida líquida em queda

A dívida líquida da companhia encerrou o trimestre em R$ 2,8 bilhões, uma redução de 10% em relação a março de 2026. Esse movimento indica uma gestão financeira conservadora, com foco na desalavancagem, mesmo em um cenário de crescimento das operações.

Perspectivas para o setor

O desempenho da CBA no segundo trimestre reforça a tendência de recuperação do setor de alumínio, beneficiado pela demanda global aquecida e pela restrição de oferta. A companhia, uma das maiores produtoras de alumínio do Brasil, demonstra capacidade de converter o cenário favorável em resultados sólidos, o que pode atrair a atenção de investidores na temporada de balanços.

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