As ações do Bradesco (BBDC4) fecharam a última sessão em alta de 0,65%, cotadas a R$ 18,56, dando continuidade à recuperação iniciada após encontrar suporte na região de R$ 17,15. O movimento, no entanto, ainda é visto como uma reação dentro da estrutura corretiva formada desde o topo de R$ 22,14, e depende da superação de resistências importantes para ganhar consistência, conforme análise do analista técnico Rodrigo Paz.
O mercado agora aguarda a divulgação dos resultados trimestrais do banco, prevista para quarta-feira, 05/08, após o fechamento dos mercados. O evento deve ampliar a volatilidade das ações, podendo provocar rompimentos ou perdas temporárias de níveis técnicos relevantes. A videoconferência com analistas está marcada para 06/08, às 10h30.
Cenário técnico no gráfico diário
No gráfico diário, o Bradesco negocia acima das médias móveis de 9 e 21 períodos, configuração que favorece a continuidade da recuperação. Porém, o principal obstáculo está na média móvel de 200 períodos, próxima de R$ 19,00, que atua como resistência imediata e separa o movimento atual de uma reação mais consistente.
Para que o fluxo comprador ganhe força, Paz considera necessário romper a faixa entre R$ 19,00 e R$ 19,64, preferencialmente com aumento do volume. Acima dessa região, o papel poderá buscar R$ 21,30, novamente o topo de R$ 22,14 e, em uma extensão do movimento, R$ 23,12 e R$ 24,00.
No campo negativo, o primeiro suporte aparece em R$ 18,40. A perda das médias móveis e dos níveis de R$ 17,72 e R$ 17,15 enfraqueceria a recuperação e poderia intensificar a pressão vendedora, abrindo espaço para quedas em direção a R$ 16,62, R$ 16,28 e R$ 15,63.
Indicadores e níveis-chave
O Índice de Força Relativa (IFR) de 14 períodos está em 53,84 pontos, dentro da zona neutra, sem indicar sobrecompra ou sobrevenda. Assim, o analista acompanha principalmente o comportamento diante da média de 200 períodos: o rompimento de R$ 19,00/R$ 19,64 poderá ampliar a recuperação, enquanto a perda de R$ 17,72/R$ 17,15 devolverá força ao cenário corretivo.
Suportes: R$ 18,40; R$ 17,72; R$ 17,15; R$ 16,62; R$ 16,28; R$ 15,63. Resistências: R$ 19,00 (média móvel de 200 períodos); R$ 19,64; R$ 21,30; R$ 22,14; R$ 23,12; R$ 24,00.
Análise de médio prazo
No acumulado de 2026, as ações do Bradesco registram leve valorização de 1,81%, negociadas atualmente a R$ 18,56. Pelo gráfico semanal, o papel atravessa uma fase de consolidação após a forte alta do início do ano e a posterior correção iniciada na resistência de R$ 22,14.
O movimento vendedor levou as cotações até R$ 17,15, região em que o ativo voltou a atrair compradores e passou a ensaiar uma recuperação. Atualmente, a ação negocia acima das médias móveis de 9 e 21 períodos, mas ainda muito próxima dessas referências, configurando um cenário de indefinição no médio prazo.
Para retomar a tendência de alta, Paz considera necessário romper inicialmente R$ 19,16. A confirmação acima desse nível poderá abrir espaço para avanços em direção a R$ 22,14, R$ 23,12, R$ 28,76, R$ 31,11 e, em um movimento mais amplo, R$ 38,00.
Riscos e suportes relevantes
Por outro lado, a perda de R$ 17,15 poderá ampliar a pressão vendedora e levar o papel até a média móvel de 200 períodos, em R$ 15,56. Abaixo dela, os próximos suportes estão em R$ 15,27, R$ 13,45, R$ 12,34 e R$ 11,06.
O IFR de 14 períodos está em 50,20 pontos, dentro da zona neutra, indicando equilíbrio entre compradores e vendedores. A leitura, portanto, é de uma fase de definição: o rompimento de R$ 19,16 fortalecerá a recuperação, enquanto a perda de R$ 17,15 aumentará o risco de uma correção mais profunda.
Suportes: R$ 17,15; média móvel de 200 períodos em R$ 15,56; R$ 15,27; R$ 13,45; R$ 12,34; R$ 11,06. Resistências: R$ 19,16; R$ 22,14; R$ 23,12; R$ 28,76; R$ 31,11; R$ 38,00.



