Bitcoin cai para US$ 62 mil com petróleo em alta e aversão a risco
Bitcoin cai para US$ 62 mil com alta do petróleo

O Bitcoin (BTC) registrou queda acentuada nesta sexta-feira, 17 de julho, sendo negociado a US$ 62.000, uma baixa de 4,5% nas últimas 24 horas. A principal criptomoeda do mercado foi arrastada pelo movimento de aversão a risco global, impulsionado pela alta do petróleo e pelo fortalecimento do dólar.

Petróleo em alta pressiona ativos de risco

O barril do petróleo Brent, referência internacional, subiu mais de 2%, ultrapassando US$ 85, com preocupações sobre oferta e demanda. A alta da commodity energética gerou temores inflacionários, levando investidores a buscarem refúgio em ativos mais seguros, como o dólar e títulos do Tesouro americano. O índice DXY, que mede o dólar frente a uma cesta de moedas, avançou 0,3%.

"O mercado de criptomoedas está sofrendo com o mesmo cenário de aversão a risco que afeta ações e commodities", afirmou André Franco, head de análise do Mercado Bitcoin. "A alta do petróleo acendeu alertas sobre inflação e juros mais altos por mais tempo, o que é negativo para ativos voláteis como o Bitcoin."

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Ethereum e outras criptomoedas acompanham queda

O Ethereum (ETH), segunda maior criptomoeda, caiu 5,2%, negociado a US$ 3.350. Outras altcoins também registraram perdas: Solana (SOL) recuou 6%, e Cardano (ADA) perdeu 4,8%. O mercado total de criptomoedas encolheu 4%, para US$ 2,3 trilhões, segundo dados da CoinMarketCap.

A queda ocorre em um momento de incertezas macroeconômicas. Nos Estados Unidos, dados de inflação ao produtor (PPI) vieram acima do esperado, reforçando a expectativa de que o Federal Reserve (Fed) mantenha juros elevados por mais tempo. Isso reduz o apetite por investimentos especulativos.

Análise técnica e perspectivas

Do ponto de vista técnico, o Bitcoin perdeu o suporte psicológico de US$ 63.000, e analistas apontam o próximo piso em US$ 60.000. Caso esse nível seja rompido, a correção pode se aprofundar até US$ 57.000. "O cenário é de cautela. O Bitcoin precisa se manter acima de US$ 60 mil para evitar uma queda mais forte", destacou Franco.

Apesar do movimento negativo, alguns investidores enxergam oportunidades de compra. O volume de negociações em exchanges aumentou 15% nas últimas 24 horas, indicando que há demanda por preços mais baixos.

Impacto no mercado brasileiro

No Brasil, o Bitcoin também caiu, cotado a R$ 330.000, uma desvalorização de 4% no dia. O mercado local segue a tendência internacional, com investidores monitorando os desdobramentos da política monetária global. A alta do dólar frente ao real, que subiu 0,8%, também pressiona as criptomoedas.

Especialistas recomendam cautela no curto prazo, mas mantêm perspectiva positiva para o médio e longo prazo, com a expectativa de aprovação de ETFs de Bitcoin à vista nos EUA e a adoção institucional crescente.

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