Ibovespa cai com Petrobras e Itaú; Vale sobe, Marcopolo desaba 10%
Ibovespa cai com Petrobras e Itaú; Vale sobe, Marcopolo desaba

O Ibovespa encerrou a sessão desta terça-feira (4) com leve baixa, refletindo a pressão de ações como Petrobras e Itaú, enquanto a Vale subiu, mesmo com o minério de ferro operando perto das mínimas. O movimento ocorreu em um dia de ajustes nos mercados, com investidores monitorando o cenário fiscal e a temporada de balanços no Brasil.

Petrobras e Itaú pressionam índice

As ações da Petrobras (PETR4) e do Itaú (ITUB4) fecharam em queda, contribuindo para o desempenho negativo do principal índice da B3. A petroleira acompanhou a desvalorização do petróleo no exterior, que voltou a operar abaixo de US$ 80 o barril, enquanto o banco refletiu o movimento de realização de lucros após altas recentes.

Já a Vale (VALE3) subiu, mesmo com o minério de ferro negociado em níveis considerados baixos. Analistas avaliam que a commodity pode se recuperar, sustentada pela demanda chinesa e por possíveis cortes de oferta. A mineradora segue como um dos principais pesos positivos no índice.

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Marcopolo desaba após balanço fraco

A Marcopolo (POMO4) foi o destaque negativo do dia, com queda superior a 10% após divulgar balanço que mostrou redução no lucro. A empresa enfrenta custos mais altos e margens pressionadas, o que levou investidores a revisarem as expectativas para o papel.

Outra ação em forte queda foi a da Bradsaúde, que desabou 11,5% após piora na sinistralidade no segundo trimestre. O resultado decepcionou o mercado, que esperava melhora nos indicadores operacionais da companhia.

Mercados internacionais e câmbio

Nos Estados Unidos, as bolsas fecharam em alta, com o S&P 500 renovando recorde, seguindo o Dow Jones, em meio a expectativas de avanço nas negociações sobre o Estreito de Ormuz. O dólar subiu 0,84% frente ao real, cotado a R$ 5,13, com temores de novas sanções dos EUA ao Brasil.

No cenário doméstico, a pesquisa XP mostrou recorde de pessimismo entre gestores, com temor fiscal antes da reunião do Copom. A retração na indústria pode contribuir para a calibração dos juros, segundo analistas.

Destaques políticos e corporativos

Na política, o governo Trump revogou o visto da embaixadora do Brasil nos EUA, em meio a atritos diplomáticos. O vice-líder do governo Lula foi apontado pela PF em esquema do INSS, e José Múcio gerou polêmica ao afirmar que, se os EUA invadirem o Brasil, "a gente terá que abrir o portão".

No campo corporativo, a SpaceX viu sua ação cair após gastos maiores com IA em seu primeiro balanço pós-IPO. A Apple atingiu vendas recordes na Índia, ultrapassando US$ 10 bilhões pela primeira vez. A Saudi Aramco reportou lucro 33% maior no segundo trimestre, impulsionada por preços mais altos do petróleo.

Oportunidades e dividendos

Com o ajuste por guerra e IA, agosto traz oportunidades em BDRs, conforme análise. A agenda de dividendos de agosto inclui pagamentos de Petrobras, Itaú e Weg. Fundos imobiliários, como o GARE11, anunciaram aquisições relevantes, enquanto alguns FIIs despencaram até 40% após redução nos dividendos.

O mercado segue atento à temporada de balanços, com Bradesco e outras empresas divulgando resultados ao longo da semana. A expectativa é de volatilidade, com investidores buscando proteção e oportunidades em meio às incertezas globais.

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