A Iguatemi (IGTI11) registrou lucro líquido consolidado de R$ 135,1 milhões no segundo trimestre de 2026, uma queda de 35,4% em relação ao mesmo período de 2025. O resultado foi divulgado nesta terça-feira, mostrando um desempenho impactado por maiores despesas financeiras e menor receita.
Ebitda e receita em queda
O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) somou R$ 292,2 milhões, valor 33,2% inferior ao registrado no segundo trimestre do ano anterior. A receita líquida totalizou R$ 4,23 bilhões entre abril e junho, recuando 9,6% na comparação anual.
O fluxo de caixa proveniente das operações (FFO) atingiu R$ 172,2 milhões no trimestre, uma redução de 28,6% na base anual. A receita líquida específica do FFO caiu 1,1%, para R$ 393 milhões.
Impactos e perspectivas
A administradora de shoppings de alto padrão enfrenta um cenário de juros elevados, que pressiona o custo da dívida e reduz o consumo. A empresa não comentou os resultados, mas especialistas apontam que a queda reflete a desaceleração econômica e a maior seletividade do consumidor.
No acumulado do primeiro semestre, o lucro líquido da Iguatemi atingiu R$ 289,4 milhões, uma queda de 30,2% ante o mesmo período de 2025. O Ebitda semestral foi de R$ 608,7 milhões, 28,9% menor.
Análise setorial
O setor de shopping centers tem enfrentado desafios, com vendas mais fracas em categorias não essenciais. A Iguatemi, focada em empreendimentos de luxo, sente o impacto da redução do consumo de alto padrão.
Segundo analistas do mercado, a empresa deve manter uma política de gestão de custos rígida para preservar margens. A expectativa é de que a recuperação venha com a queda da Selic, prevista para o próximo ano.
Os números refletem um trimestre difícil, mas a companhia mantém sua posição de liderança no segmento de shoppings premium. Investidores devem acompanhar os próximos resultados para avaliar a trajetória de recuperação.



