Lucro do HSBC dispara 68% no 2º trimestre e banco anuncia recompra de US$ 1 bi
Lucro do HSBC dispara 68% no 2º trimestre; recompra de US$ 1 bi

O HSBC Holdings reportou um salto de 68% no lucro do segundo trimestre de 2026, impulsionado por receitas mais fortes em todas as regiões e pela redução de provisões para perdas com empréstimos. O banco também anunciou um programa de recompra de ações de até US$ 1 bilhão, elevando o total distribuído aos acionistas no ano para US$ 7,4 bilhões.

Desempenho financeiro no trimestre

O lucro líquido atribuível aos acionistas ordinários atingiu US$ 8,9 bilhões no período de abril a junho, ante US$ 5,3 bilhões no mesmo intervalo de 2025. A receita total cresceu 15%, para US$ 16,6 bilhões, com avanço tanto na margem financeira quanto nas taxas de serviços bancários.

O retorno sobre o patrimônio tangível (RoTE) subiu para 17,4%, contra 11,2% no ano anterior, superando a meta de 15% estabelecida pela diretoria. O índice de capital CET1 ficou em 14,2%, bem acima do mínimo regulatório, dando margem para novas distribuições de capital.

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Fatores que impulsionaram o lucro

O banco destacou o forte desempenho na Ásia, especialmente em Hong Kong e Singapura, onde a demanda por crédito e gestão de patrimônio se manteve aquecida. As provisões para perdas com empréstimos caíram 42%, para US$ 1,1 bilhão, refletindo a melhora na qualidade dos ativos e o ambiente econômico mais benigno.

Além disso, a receita com tesouraria e mercados globais avançou 22%, beneficiada pela volatilidade cambial e pelas taxas de juros mais altas em mercados como Reino Unido e Estados Unidos. A unidade de banco comercial também contribuiu com alta de 12% na receita, impulsionada pelo aumento dos volumes de transações internacionais.

Recompra de ações e retorno ao acionista

O novo programa de recompra de até US$ 1 bilhão será executado até o final de 2026, elevando o total de recompras anunciadas no ano para US$ 3 bilhões. Somados aos dividendos, o banco já devolveu US$ 7,4 bilhões aos acionistas nos primeiros seis meses, superando o montante distribuído em todo o ano de 2025.

O CEO do HSBC, Georges Elhedery, afirmou em comunicado: “Nosso desempenho no segundo trimestre demonstra a força de nossa franquia global e a disciplina na gestão de custos. Estamos confiantes em nossa capacidade de gerar retornos sustentáveis e continuar devolvendo capital aos acionistas.”

Perspectivas e orientação para o ano

O banco manteve a orientação de alcançar um RoTE de 15% ou mais para 2026, e reiterou a meta de crescimento de receita de alta taxa de dígito único. A administração espera que as condições de mercado permaneçam favoráveis, com cortes graduais de juros pelos principais bancos centrais, o que deve sustentar a demanda por crédito e a atividade de investimentos.

Analistas do JPMorgan avaliaram que os resultados vieram acima das expectativas, citando o forte controle de despesas e a receita diversificada. O banco registrou queda de 4% nos custos operacionais, para US$ 8,2 bilhões, refletindo o programa de eficiência que prevê cortar US$ 1,7 bilhão em despesas até o final de 2027.

Reação do mercado

As ações do HSBC, listadas em Londres e Hong Kong, subiram cerca de 3% após a divulgação dos resultados. O papel acumula alta de 18% no ano, impulsionado pela melhora nas perspectivas de lucro e pelo anúncio de distribuição de capital.

O banco também anunciou a conclusão da venda de sua operação de banco de varejo na França para o My Money Group, como parte da estratégia de focar em mercados de maior crescimento. A transação, avaliada em US$ 1 bilhão, deve ser concluída no quarto trimestre, gerando ganho contábil que será reconhecido nos resultados de 2026.

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