O Itaú Unibanco ampliou o uso de dados da Quod, empresa de inteligência de crédito, para identificar e barrar contas laranja. A parceria, que já existia, foi expandida para incluir cruzamento de informações cadastrais e comportamentais, permitindo detectar padrões suspeitos com mais rapidez. Segundo o banco, a iniciativa já resultou na redução de 40% na abertura de contas fraudulentas nos últimos seis meses.
Como funciona a parceria
A Quod fornece ao Itaú dados como histórico de crédito, registros de cheques sem fundo e informações de protestos. Com a ampliação, o banco passa a acessar também bases de dados não financeiras, como registros de telefonia e energia, para cruzar informações e verificar a veracidade dos dados fornecidos pelos clientes. "A ideia é criar uma camada extra de segurança, dificultando a ação de fraudadores que usam documentos falsos ou laranjas", explicou o diretor de Operações do Itaú, Carlos Eduardo Silva.
Resultados obtidos
Em comunicado, o Itaú informou que, desde a implementação da ferramenta, houve uma queda de 40% na abertura de contas laranja. Além disso, o banco conseguiu bloquear cerca de 15 mil tentativas de fraude nos primeiros seis meses de 2026. "A tecnologia nos permite agir preventivamente, protegendo não só o banco, mas também os clientes que poderiam ter seus dados usados indevidamente", destacou Silva.
Impacto no setor
A ampliação do uso de dados da Quod pelo Itaú reflete uma tendência do setor bancário de investir em inteligência artificial e big data para combater fraudes. Outros grandes bancos, como Bradesco e Santander, também têm parcerias com empresas de análise de crédito, mas o Itaú é o primeiro a integrar dados não financeiros em larga escala. Especialistas apontam que a medida pode se tornar padrão no mercado, especialmente após o aumento de golpes digitais durante a pandemia.



