Os principais bancos de Wall Street anunciaram lucros recordes no segundo trimestre de 2026, marcando um retorno aos dias de glória do setor. JPMorgan Chase, Goldman Sachs, Morgan Stanley e Citigroup superaram as expectativas dos analistas, impulsionados por um boom em fusões e aquisições (M&A) e forte desempenho nas mesas de trading.
JPMorgan lidera com lucro de US$ 15,4 bilhões
O JPMorgan Chase, maior banco dos Estados Unidos por ativos, reportou lucro líquido de US$ 15,4 bilhões no segundo trimestre, um aumento de 28% em relação ao mesmo período do ano anterior. A receita total atingiu US$ 45,3 bilhões, também recorde. O CEO Jamie Dimon atribuiu o resultado ao "ambiente econômico favorável e à forte demanda por serviços financeiros".
Goldman Sachs e Morgan Stanley também brilham
O Goldman Sachs registrou lucro de US$ 4,8 bilhões, alta de 35%, com receitas de banco de investimento crescendo 40%. O Morgan Stanley teve lucro de US$ 3,9 bilhões, impulsionado pelo trading de ações e renda fixa. O Citigroup reportou lucro de US$ 6,1 bilhões, superando as estimativas em 12%.
Fusões e aquisições impulsionam receitas
O volume global de fusões e aquisições no segundo trimestre atingiu US$ 1,2 trilhão, o maior desde 2021, segundo dados da Dealogic. Os bancos de Wall Street foram os principais assessores dessas transações, gerando taxas recordes. "Estamos vendo um apetite insaciável por negócios corporativos", disse David Solomon, CEO do Goldman Sachs, em comunicado.
Trading também contribui para recordes
As receitas de trading dos cinco maiores bancos americanos somaram US$ 38 bilhões no trimestre, alta de 15% ano a ano. A volatilidade nos mercados de câmbio e commodities, combinada com juros elevados, beneficiou as operações de renda fixa. O JPMorgan viu sua receita de trading de renda fixa crescer 18%, para US$ 7,2 bilhões.
Impacto para a economia americana
Os resultados robustos dos bancos são vistos como um sinal de saúde da economia americana, embora analistas alertem para riscos de crédito. "Os bancos estão se beneficiando de um ciclo virtuoso, mas a inadimplência em cartões de crédito e empréstimos comerciais merece atenção", destacou o analista do Bank of America, John Smith. O setor bancário como um todo viu suas ações subirem em média 8% no trimestre.



