Nem todo queijo artesanal é Canastra
Para entender a diferença, o coordenador técnico regional da Emater, Carlos Eduardo Oliveira Bovo, é direto: "Qualquer queijo produzido fora dessa região da Indicação Geográfica pode ser um queijo Minas artesanal, mas não é um queijo Minas artesanal da região da Canastra". A declaração resume a confusão comum no mercado. Um queijo feito em outra parte de Minas Gerais pode ser excelente, com aroma e textura sofisticados, mas isso não faz dele um Canastra. Usar a denominação Canastra fora dos limites geográficos autorizados é uma prática ilegal. Além de enganar o consumidor, desrespeita a Indicação Geográfica e pode configurar infração ao Código de Defesa do Consumidor.As marcas de um legítimo Canastra
Existem alguns sinais que ajudam a identificar o produto verdadeiro. O queijo Canastra é feito com leite cru, sem pasteurização, e tem formato cilíndrico. O diâmetro médio varia de 15 a 17 centímetros, com altura entre 4 e 6 centímetros. A casca também dá pistas: pode ser amarelada, resultado das lavagens durante a maturação, ou apresentar uma camada de mofo branco, conhecida como casca florida. Esses detalhes, porém, não bastam. O primeiro passo é conferir a origem.Nove municípios, uma denominação
Pela Indicação Geográfica, o legítimo queijo Minas artesanal da Canastra só pode ser produzido em nove municípios. São eles:- Bambuí
- Delfinópolis
- Medeiros
- Piumhi
- São João Batista do Glória
- São Roque de Minas
- Tapiraí
- Vargem Bonita
- Sacramento

