CNI alerta: tarifa de 25% dos EUA agrava crise nas exportações brasileiras
CNI alerta: tarifa de 25% dos EUA agrava exportações

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) manifestou preocupação com o anúncio, na noite desta quarta-feira, de uma nova tarifa de 25% sobre produtos brasileiros pelos Estados Unidos. A entidade afirma que a sobretaxa agrava um cenário que já pressionava as exportações nacionais e amplia a insegurança para empresas de ambos os países.

Efeitos já sentidos em 20 estados

Segundo a CNI, os efeitos do aumento das tarifas americanas já são perceptíveis: no primeiro semestre deste ano, 20 dos 27 estados brasileiros reduziram suas exportações para o mercado dos EUA, em comparação com o mesmo período de 2025. A tendência, de acordo com a entidade, é de piora.

“Diante do anúncio de hoje, o cenário tende a piorar, corroendo ainda mais a competitividade da indústria brasileira. Não podemos poupar esforços para reverter essa lógica e retomar a relação que Brasil e Estados Unidos construíram”, afirmou o presidente da CNI, Ricardo Alban, em nota oficial.

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram

Impactos sobre a competitividade

A Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG) também se manifestou, alertando que a medida dos EUA cria uma diferença relevante em relação a fornecedores de outros países que disputam os mesmos compradores. O impacto efetivo dependerá dos produtos alcançados, da classificação tarifária de cada mercadoria e do tratamento concedido aos concorrentes internacionais.

“Entre as possíveis consequências estão a substituição de fornecedores brasileiros, a pressão pela redução de preços e margens e a renegociação de contratos, prazos e condições comerciais”, diz a nota da FIEMG.

Incertezas para exportadores

Verônica Winter, coordenadora de Facilitação de Negócios Internacionais do Centro Internacional de Negócios da FIEMG, destacou a necessidade de clareza sobre a medida. “A tarifa de 25% altera de forma expressiva as condições de acesso dos produtos brasileiros ao mercado americano. Será fundamental garantir clareza sobre os produtos atingidos, os prazos de implementação da medida e o tratamento dos contratos em andamento, reduzindo as incertezas para as empresas exportadoras”, afirmou.

A nova tarifa foi anunciada pelo secretário do Comércio dos EUA, que também listou 864 exceções, incluindo itens com peso significativo na pauta de exportações brasileiras, como terras-raras, suco de laranja e café. A CNI e a FIEMG defendem esforços diplomáticos e comerciais para reverter a medida e preservar a relação bilateral.

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar